A Brio, empresa criada para administrar o novo estádio, tem um prazo contratual até o dia 20 de março para exercer a preferência e apresentar uma oferta para o Gigantinho. “Temos interesse no negócio e vamos entregar uma proposta até o final deste mês”, confirma Flores.
Antes de aceitar o modelo apresentado pela Brio, a atual diretoria do Inter submeterá o assunto ao Conselho Deliberativo. Além disso, o clube deve abrir-se para o recebimento de propostas de outras empresas. “Estamos elaborando a modelagem financeira. Mas é parecido com o negócio do Beira-Rio”, revela Flores, que completa: “A gente investe, reforma e explora, em conjunto com o Inter, por algum tempo para ter o retorno. Depois, devolve para o clube”. O tempo do contrato é proporcional ao valor investido na reforma.
De acordo com o executivo, a Andrade Gutierrez, que reforma o Beira-Rio, não estará no negócio e pode nem participar da reforma. Ou seja, a Brio - se ganhar a concorrência - pode contratar qualquer construtora do mercado.
Ginásio completa 40 anos em 2013
O Gigantinho foi inaugurado em novembro de 1973. Ele tem espaço para até 14,5 mil em shows, quando a pista também é usada. A ideia é ter, após a reforma, cerca de 11 mil lugares, mas com muito mais conforto. O local pode receber bares, restaurantes, lojas e até um museu. O projeto é transformar o Gigantinho em uma grande casa de espetáculos e eventos, equipamento que Porto Alegre não dispõe.
“O Gigantinho, apesar dos problemas de manutenção, está em bom estado estrutural. As mudanças que planejamos fazer são para dar mais conforto para as pessoas, agregando tecnologia e acessibilidade”, analisa.
De qualquer modo, a reforma não começará tão cedo. Como a Fifa pretende usar o ginásio durante a Copa do Mundo, a obra só iniciaria no segundo semestre do próximo ano, no melhor das hipóteses. No entanto, será rápida. “Acredito que podemos concluí-lo em cerca de seis a oito meses”, finaliza Marcelo Flores.