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Campanhas para presidência do Inter caminham em ritmo lento

Para não atrapalhar time no Brasileirão, debates só devem ocorrer após término da competição

Campanhas para presidência do Inter caminham em ritmo lento
Campanhas para presidência do Inter caminham em ritmo lento Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Até para respeitar a participação do Inter na reta final do Campeonato Brasileiro e sua busca pela vaga na Libertadores, as movimentações políticas e a campanha dos candidatos à presidência caminham em marcha lenta neste momento. O ritmo, porém, deve ser acelerado nos próximos dias, provocado por Marcelo Medeiros — que além de ser o candidato à presidência pela chapa 1 também é vice-presidente de Futebol.

O candidato Vitorio Piffero não tem concedido entrevistas ou participado de debates. A companheiros da aliança formada em torno de sua chapa, diz que o objetivo é não prejudicar o time de Abel Braga em campo. A tendência, inclusive, é que Piffero só faça debates públicos após o Brasileirão, cuja última rodada ocorre em 7 de dezembro. Como o segundo turno da eleição está marcado para o dia 13, haveria apenas uma semana para a realização dos debates.

“A vaga na Libertadores é muito importante para o clube. Por isso, o próprio Vitorio definiu que não irá fazer qualquer comentário sobre futebol”, afirma o conselheiro Fabrício Berto, que pertence ao Convergência Colorada e é um dos articuladores da chapa de Vitorio Piffero.

Medeiros, por outro lado, deve aumentar o tom do enfrentamento. “Precisamos realizar debates, mostrar os defeitos da outra candidatura e exaltar as nossas qualidades. É a oportunidade que o associado tem de comparar as duas propostas”, confirma o conselheiro Alexandre Chaves Barcelos, um dos coordenadores da campanha de Medeiros. “Graças à coragem do Luigi e dos integrantes desta gestão, o Inter tem um estádio pronto e gerando recursos importantíssimos para o clube”, continua.

Os movimentos que dão sustentação a Medeiros lembrarão que Piffero foi o principal defensor da ideia de reformar o estádio com recursos próprios. “Se a tese do Piffero vencesse, o Inter estaria hoje em uma situação muito complicada financeiramente. Sem estádio e sem dinheiro”, segue Chaves Barcelos.

Medeiros, por enquanto, está relutante. Concentrado nos problemas do time no Brasileiro, também tem evitado debates. No entanto, deve seguir as orientações dos apoiadores. Pelo menos, foi o que sinalizou ontem, quando fez uma reunião com os líderes de campanha.