“Estou na gestão do Inter há nove anos e tudo que a gente vem fazendo nesse período busca não precisar mais vender jogadores. Além das obras de remodelação do Beira-Rio, que vão injetar R$ 55 milhões no clube, pretendo fortalecer a marca Inter e trazer mais dividendo através de uma gestão competente. O futebol hoje gasta mais que o necessário também por erros na hora de contratar profissionais”, analisou Pedro Affatato.
Em contraponto, Luigi disse que é a venda de craques que mantém as finanças do clube em dia. “Não vou me comprometer com essas questão. No modelo atual, não tem como. Talvez daqui há dois anos, quando o projeto de remodelação estiver pronto, e outras áreas do Beira-Rio estiverem sendo rentáveis, isso seja possível. E outra coisa que o Pedro não está levando em consideração, algumas vezes é o próprio jogar quem força a sua saída para a Europa, como aconteceu com o Nilmar e com o Sandro”, ponderou.
Questionados sobre qual o projeto de participação de empresários no passe de jogadores, os dois candidatos voltaram a divergir. Enquanto Pedro Affatato garantiu que em sua gestão jogadores que não tiverem pelo menos 80% pertencendo ao Inter, não vão ser contratados. Luigi respondeu que sonha em ter 100% do passe dos atletas, mas nem sempre isso é possível. “Querer 80% do passe é bonito na teoria. Mas na prática as coisas não funcionam dessa maneira”, rebateu Luigi.
Declarado apoiador de Guivanni Luigi, o atual vice de futebol, Fernando Carvalho, foi citado por Pedro Affatato como grande “líder do Inter”. O candidato defendeu, no entanto, que o Carvalho não deve permanecer no Colorado no ano que vem e que os sócios não devem pensar nele no dia da votação. “Tenho muita consideração pelo trabalho que o Fernando Carvalho fez no Inter. Não vou por em questionamento isso. O que estamos discutindo é o futuro do Inter presidido por Luigi ou por mim”, disse Affatato.