A vitória em Chapecó não resolveu os problemas do Inter, mas serviu para interromper uma sequência que já durava dez partidas no Campeonato Brasileiro. Com gols de Bruno Henrique e Carbonero, o time colorado venceu a Chapecoense por 2 a 1, deixou a lanterna para o adversário e ganhou algum fôlego na tentativa de escapar do Z-4. Mais do que os três pontos, o resultado devolve um pouco de confiança a um grupo que vinha convivendo com pressão crescente.
Paulo Pezzolano fez uma escolha importante ao deixar Sanabria no banco e montar uma equipe mais protegida, que encontrou dificuldades para jogar, mas conseguiu ser eficiente quando teve as oportunidades. Carbonero participou dos dois gols e Bruno Henrique apareceu como protagonista. Na defesa, Matheus Cunha foi decisivo no segundo tempo. A atuação, ainda longe de ser convincente, pelo menos permitiu ao Inter terminar a rodada com uma vitória — algo que já estava ficando raro.
As notas dos jogadores do Inter:
Matheus Cunha – Fez uma defesa fundamental no segundo tempo, quando a Chapecoense pressionava e ameaçava o resultado. Foi determinante para garantir a vitória. Nota 7
Bruno Gomes – Manteve a eficiência habitual e cumpriu bem sua função. Nota 6
Juninho – Entrou nos minutos finais para ajudar a segurar o resultado e ainda teve tempo de afastar algumas bolas. Nota 6
Mercado – Estava no lance do gol da Chapecoense e não conseguiu evitar a cabeçada de Garcez. No restante da partida, foi eficiente. Nota 5
Maripán – Não comprometeu, apesar da insistência da Chapecoense no segundo tempo. Nota 6
Bernabei – Começou como lateral e terminou mais adiantado, praticamente como atacante. Brigou bastante durante toda a partida. Nota 6
Villagra – Ficou um pouco abaixo do seu padrão, sobretudo por ter dado alguns espaços no meio-campo. Nota 5
Bruno Henrique – Marcou um golaço e teve papel importante na movimentação do meio-campo. Nota 7
João Victor – Entrou no segundo tempo e mostrou personalidade para participar de um momento delicado da partida. Nota 6
Paulinho – Atuou mais como meia, chegando ao campo de ataque, mas produziu pouco. Nota 5
Ronaldo – Entrou nos minutos finais e teve pouco tempo em campo para ser avaliado. Sem nota
Alan Patrick – Em uma equipe que ainda demonstra pouca confiança, é quem mais consegue pensar o jogo. Em Chapecó, porém, foi pouco efetivo. Nota 5
Sanabria – Entrou nos minutos finais e teve pouco tempo para participar da partida. Sem nota
Vitinho – É um operário da bola. Começou como atacante e terminou ajudando na lateral, sempre com disposição para cumprir a função determinada. Nota 5,5
Carbonero – Marcou um gol e deu a assistência para outro. Para um atacante, já é uma contribuição bastante significativa. Nota 7,5
Eliasson – Entrou no fim para dar fôlego ao ataque, mas não conseguiu levar vantagem nas disputas individuais. Nota 5
Paulo Pezzolano – Estava ameaçado no cargo e acertou ao deixar Sanabria no banco, optando por uma formação mais fechada. A equipe não brilhou, mas voltou para Porto Alegre com os três pontos. Nota 6