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Carvalho admite: "Foi um jogo sofrido"

Dirigente afirma que Inter vai trabalhar corrigir falhas até a semifinal contra o São Paulo, após a Copa do Mundo

Bolívar e Verón disputam bola na Argentina
Bolívar e Verón disputam bola na Argentina Foto : Juan Mabromata / AFP / CP
Ainda com pouco fôlego devido à tensão durante a partida contra o Estudiantes, o vice-presidente de futebol Fernando Carvalho mal conseguia conter a alegria ao final da partida. Mesmo com a derrota, o Inter se classifcou para a semifinal da Libertadores. “Foi um jogo sofrido. Uns quatro anos de vida a menos, com certeza”, desabafou o dirigente em entrevista, no vestiário do estádio em Quilmes, na Argentina.

Carvalho reconheceu que o Inter não teve boa atuação, mas confirmou que a estratégia do Inter era marcar um gol para se classificar. “Não fizemos um bom jogo e temos de melhorar para conquistar o título, mas estamos avançando. Libertadores é assim, na estratégia”, concluiu, referindo-se à classificação pelo saldo qualificado.

A semifinal será diante do São Paulo, mesmo adversário da final da Libertadores em 2006. Como o jogo só ocorre após a Copa do Mundo (a primeira partida é dia 28 de julho), o dirigente acredita que dá para trabalhar o grupo com mais calma até lá. “Nós vamos ter um hiato e vamos trabalhar, repensar algumas coisas e chegar muito forte para esta decisão”, garantiu.

O capitão da Libertadores de 2006, que agora joga no São Paulo, merece cuidados especiais, afirma o dirigente. “O Fernandão está numa posição em que é excelente. Ele vem para trás e permite o ingresso dos jogadores do meio na área”, alertou. Já o São Paulo não mete medo. “Este jogo de hoje (quinta-feira) assustava pela qualidade do adversário. Então, o São Paulo não tem o que assustar muito”.

Carvalho também fez questão de admitir que chegou a duvidar da programação do Inter na temporada. Depois de um segundo tempo em que os jogadores “voaram”, o dirigente assumiu: “A classificação comprova que o planejamento deu certo. Hoje, deu para ver, visivelmente, que não dava para jogar sempre com titulares”, disse o vice-presidente, referindo-se aos jogos de outros campeonatos em que a diretoria optou por poupar atletas – como o Gauchão e o Brasileiro.