O vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho, rechaça o rótulo de favorito no jogo pelas semifinais da Libertadores contra o São Paulo. O dirigente usa uma expressão popular para definir o que pensa sobre o assunto. "Isso aí é conversa para boi dormir. O São Paulo é um grande clube, que sabe muito bem como encarar uma decisão", enfatiza. Por outro lado, o volante Richarlyson tem um pensamento diferente. "Pela pontuação que o Inter conquistou no Brasileirão, é o favorito", afirmou o atleta são-paulino.
A verdadeira decisão que o Inter viverá na quarta-feira, às 21h50min, parece fazer parte da rotina. Não se vê em lugar algum do estádio aquela tensão pré-jogo que caracterizava o clube há quatro anos, quando ficou com o título da Libertadores.
Para Bolívar, titular do Inter naquela e nesta decisão, a tranquilidade não pode ser confundida com falta de ambição ou passividade. Trata-se do resultado da experiência acumulado pelos jogadores. Ou seja, traz benefícios ao time. "Os dois grupos (Inter e São Paulo) são fortes. Na minha opinião, são os dois melhores do Brasil. Por isso, vai ser um duelo, que só se decidirá nos detalhes", opina o zagueiro.
Celso Roth também tomou as suas medidas. Uma delas foi antecipar o início da concentração. Todos os jogadores estão reunidos em um hotel desde ontem à noite. A outra é realizar um treino com os portões do Beira-Rio fechados, o primeiro com esse tipo de precaução desde que o técnico chegou ao Beira-Rio.
"O Inter está muito forte, mas não é favorito. O São Paulo é um grande clube, acostumado a decisões. Não podemos cair nessa bobeira de achar que somos melhores do que eles", finalizou Sandro.
O time está praticamente confirmado, mas não oficializado. O desfalque é Tinga, que ontem apresentou-se com dores musculares. O volante não foi liberado pela Conmebol e terá de cumprir a suspensão.
Carvalho diz que favoritismo do Inter é "conversa para boi dormir"
Dirigente ressaltou a capacidade do São Paulo na hora da decisão