"Essa questão vamos resolver de forma pessoal e não publicamente. Ele foi sempre meu principal confidente, aquele que sabia de todas as coisas que fiz na vida afetiva e pessoal", desabafou o assessor de futebol do Inter. "Não tem sentido falar qualquer coisa publicamente sobre o Roberto."
Carvalho enfatizou que sua aproximação atual não está relacionada diretamente à saída do ex-vice-presidente. "Nunca me afastei do clube. Só achamos, eu e o Vitorio (Piffero), que o clube tem que ter uma paz e harmonia interna nas suas relações", salientou. "É isso que preguei a vida inteira, que podemos discutir serenamente todas as nossas situações. Entendo que o Inter não estava fazendo isso", analisou.
Questionado sobre os rumores de que teria trabalhado como representante de jogadores, quando ainda dirigente do Inter, Carvalho foi taxativo: "No futebol muitas coisas são ditas e a realidade não acontece assim", relatou o assessor. "Estou trabalhando novamente como advogado e nunca fiz isso quando tinha qualquer posição oficial no Inter. Agora, me senti liberado para fazer", explicou. "Já participei de algumas negociações de jogadores na parte jurídica, quando deixei a posição de dirigente."
Também apoiando o time na Argentina, o ex-presidente Vitorio Piffero foi mais enfático que Carvalho: "Futebol se faz com amigos, não com inimigos. É impossível gerir um clube com inimigos na trincheira", analisou. "O Inter não merece discussões fora do âmbito do Conselho. Vocês nunca me verão tendo esse tipo de atitude. O presidente Luigi está tentando a retomada do caminho da unidade, que foi o que nos deu tantas vitórias", resumiu.