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Carvalho lamenta desentendimento e quer reconciliação com Siegmann

Assessor de futebol do Inter diz que clube precisa de paz e harmonia

Carvalho lamenta desentendimento e quer reconciliação com Siegmann
Carvalho lamenta desentendimento e quer reconciliação com Siegmann Foto : Ricardo Giusti/CP Memória
O mais consagrado dirigente do Inter e atual assessor de futebol, Fernando Carvalho lamentou a trajetória confrontadora do ex-vice-presidente Roberto Siegmann, nesta quarta-feira. Apesar de discordar do modo como Siegmann conduziu o futebol colorado, Carvalho garantiu que ambos vão resolver as diferenças frente a frente. "Nos últimos 30 anos, o meu melhor amigo foi Roberto Siegmann", frisou.

"Essa questão vamos resolver de forma pessoal e não publicamente. Ele foi sempre meu principal confidente, aquele que sabia de todas as coisas que fiz na vida afetiva e pessoal", desabafou o assessor de futebol do Inter. "Não tem sentido falar qualquer coisa publicamente sobre o Roberto."

Carvalho enfatizou que sua aproximação atual não está relacionada diretamente à saída do ex-vice-presidente. "Nunca me afastei do clube. Só achamos, eu e o Vitorio (Piffero), que o clube tem que ter uma paz e harmonia interna nas suas relações", salientou. "É isso que preguei a vida inteira, que podemos discutir serenamente todas as nossas situações. Entendo que o Inter não estava fazendo isso", analisou.

Questionado sobre os rumores de que teria trabalhado como representante de jogadores, quando ainda dirigente do Inter, Carvalho foi taxativo: "No futebol muitas coisas são ditas e a realidade não acontece assim", relatou o assessor. "Estou trabalhando novamente como advogado e nunca fiz isso quando tinha qualquer posição oficial no Inter. Agora, me senti liberado para fazer", explicou. "Já participei de algumas negociações de jogadores na parte jurídica, quando deixei a posição de dirigente."

Também apoiando o time na Argentina, o ex-presidente Vitorio Piffero foi mais enfático que Carvalho: "Futebol se faz com amigos, não com inimigos. É impossível gerir um clube com inimigos na trincheira", analisou. "O Inter não merece discussões fora do âmbito do Conselho. Vocês nunca me verão tendo esse tipo de atitude. O presidente Luigi está tentando a retomada do caminho da unidade, que foi o que nos deu tantas vitórias", resumiu.

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