Luigi, porém, mostra no semblante o desgaste acumulado nos primeiros 17 meses no cargo. Coube a ele travar alguns dos debates mais importantes da história recente do clube, como a assinatura do contrato com a Andrade Gutierrez para a reforma do estádio Beira-Rio.
Mesmo depois de selada a parceria, as obras continuam rendendo boas dores de cabeça. A noite posterior ao anúncio do pedido de interdição do Beira-Rio, proposto pelo Ministério Público — processo que continua tramitando ainda sem desfecho — foi insone para o presidente. “Ele pegou o clube em um momento crucial da sua história e soube conduzir o debate. É o nosso candidato”, analisa Luis Anápio Gomes.
Luigi pode ter de enfrentar dois candidatos de oposição
A atual gestão, reforçada pelo ex-presidente Fernando Carvalho, está fechada com Giovanni Luigi. Ou seja, assim que ele confirmar a candidatura, ganhará apoio dos atuais colegas da diretoria. A oposição, no entanto, se articula e tudo pode acontecer até o final do ano. A tendência é que existam pelo menos três candidatos no total.
Existe uma articulação para que os principais movimentos de oposição integrem uma coalização contra Luigi. “Temos um projeto para o Inter e queremos retomar o poder. A ideia é compor uma frente ampla de oposição, mas é claro que teremos candidato”, afirma Pedro Affatato, que concorreu contra Luigi na última eleição e admite que pode encabeçar a chapa. Ele também cita Vitorio Piffero e Luis Antônio Lopes, ex-presidente do Conselho Deliberativo. Na outra ponta, mas também fazendo oposição, está o Convergência Colorada, que também deve ter candidato próprio.