Para o pleito chegar ao pátio e contar com a participação dos cerca de 75 mil sócios aptos, cada candidato tem de amealhar o apoio de, no mínimo, 25% dos conselheiros. Ou seja, precisa de 87 votos no Conselho Deliberativo no dia 9 de novembro, data da eleição em primeiro turno. Além disso, somente as duas chapas mais votadas seguem para o crivo dos associados. Assim, um dos candidatos certamente ficará pelo caminho, mesmo que todos os três atinjam a cláusula de barreira de 25%. O segundo turno ocorre no início de dezembro.
O Convergência Colorada tem cerca de 68 conselheiros cadastrados. Então, precisa de mais 19 novos apoiadores, aproximadamente. "Há entre 30 e 40 indecisos, que vão definir como será o segundo turno. Vamos tentar montar uma chapa que atraia este tipo de voto. Nossa tarefa é conquistar a confiança dos indecisos", observa João Patrício Hermann, um dos caciques do Convergência. Ele deve ser confirmado como candidato após uma escolha interna que deve ocorrer na próxima terça-feira. A outra opção do grupo é Sandro Farias.
A situação da coligação que reúne Ação Independente, União Colorada e Mais Inter não é menos complicada. Ela tem cerca de 60 votos certos dentro do Conselho. E precisa de pelo menos mais 27. Hoje, o grupo confirma o nome de Luis Antônio Lopes como cabeça de chapa. "Espero que outros conselheiros compreendam que precisamos de mais gente administrando o Inter. Assim como está, não pode continuar", afirma o candidato. Ele conta também com cerca de "20 ou 30 conselheiros" do União Colorada que migrarão para a oposição junto com o ex-presidente Vitorio Piffero. "Podemos alcançar cerca de 90 ou 95 votos dentro do Conselho. Assim, vamos para o segundo turno", prevê Lopes.
Há um mais um ingrediente importante no quebra-cabeças eleitoral colorado: a participação ou não de Giovanni Luigi como candidato. Se ele colocar seu nome à disposição, asfalta o caminho até a reeleição. Caso contrário, Luis Anápio Gomes ou Luciano Davi - os prováveis substitutos do grupo - terão trabalho. "Se o candidato não for o Luigi, o apoio à situação irá esfarelar-se", prevê Luis Antônio Lopes. Luigi não tem pressa para definir a sua candidatura. Mesmo com o apoio de Fernando Carvalho, ele evita manifestar-se sobre a eleição presidencial.
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