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Clemer comemora conquista com “sabor especial” pelo Inter sub-17

Após sexto título na base como técnico, ex-goleiro analisou o que deu errado nos profissionais

Clemer com o troféu de campeão brasileiro sub-17
Clemer com o troféu de campeão brasileiro sub-17 Foto : Guilherme Araújo / TXT / CP
Camisa 1 na conquista do título mundial em 2006, Clemer vive outro dezembro festivo. O hoje técnico da equipe sub-17 colorada comandou o time que conquistou neste domingo a primeira edição do Campeonato Brasileiro da categoria. O ineditismo da conquista e o fato de ela vir logo em um Gre-Nal, para Clemer, deixa o troféu com “um sabor especial”.

“Ganhamos em cima do nosso maior rival”, exaltou – o Gre-Nal decisivo terminou 3 a 1 para os colorados. “Gre-Nal é sempre difícil. O Grêmio também tem um time qualificado, sabíamos que qualquer detalhe mínimo poderia ser crucial”, comentou. “Foi um jogo brigado, mas no geral tivemos as melhores oportunidades.”

Após a conquista do quinto título somente em 2012, o técnico destacou o potencial dos seus comandados: “As categorias de base são muito fortes. Qualidade eles têm. Se eles forem bem orientados vão dar muitas alegrias ao torcedor do Inter”, disse ele, que confirmou ter recebido uma sondagem para assumir as categorias de base do Flamengo. O convite foi recusado.

Clemer descarta ser auxiliar técnico

Como técnico, Clemer já soma seis títulos, mas o deste domingo tornou-se o mais especial: “Foi um dos melhores domingos que já tive como treinador”, avalizou o ex-camisa 1, que revelou estar aguardando uma oportunidade para ser chamado para o time de cima: “Estou trabalhando, na hora que pintar uma oportunidade com certeza vou fazer de tudo para corresponder à altura”.

Só que ele deixou claro. Só aceita a “promoção” para o cargo de treinador. “Auxiliar técnico não penso (em ser), porque sou treinador. Vamos trabalhando. As coisas estão acontecendo.”

Sobre os profissionais: “Faltou muita coisa”

Sem citar nomes, Clemer fez uma análise crítica do que deu errado nos profissionais do Inter em 2012: “Faltou muita coisa lá em cima, em termos de trabalho, de organização de algumas situações de vestiário. Essas coisas têm que estar ‘fechadinho’. Não é só chegar lá e achar que vai treinar o time e vai ganhar. Tem toda uma situação por trás, das pessoas que te cercam e trabalham contigo” analisou.

O treinador do time sub-17 deu a entender que faltou entrosamento entre comissão técnica e jogadores: “Isso é importantíssimo para uma comissão técnica: dominar o vestiário, os jogadores, conhecer bem e ter a amizade deles, fazendo com que eles joguem por ti. Isso aí é tudo no dia a dia que você consegue no dia a dia. Acho que isso de repente faltou um pouco, porque qualidade tem”.

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