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Clemer deixará Inter com pior aproveitamento entre últimos técnicos

Treinador comandou equipe em 12 partidas e conquistou 36% dos pontos disputados

Clemer tem apenas 36% de aproveitamento no comando do Inter
Clemer tem apenas 36% de aproveitamento no comando do Inter Foto : Alexandre Lops / Inter / Divulgação CP
Em outubro, Clemer foi convidado pelo Inter para atuar como interino na primeira partida depois da saída de Dunga. Após a vitória na estreia, diante do Fluminense, e sem a perspectiva de contratação de um novo profissional, o Colorado decidiu continuar com o treinador até o fim do ano, em um ciclo que se encerra neste domingo, contra a Ponte Preta. Apesar da confiança da direção, a primeira experiência do ex-goleiro na casamata do profissional do Inter deixou a desejar. O aproveitamento do ídolo ficou abaixo de seus últimos antecessores.

Mesmo se conseguir uma vitória contra a Ponte Preta, no estádio Centenário, o desempenho do Inter de Clemer estará longe do apresentado pela equipe comandada por Dunga. O atual técnico colorado tem três vitórias, quatro empates e cinco derrotas, somando um aproveitamento de 36,1%.

Já Dunga se despediu do cargo com 59% de aproveitamento no ano. O técnico colorado foi desligado do clube após sequência de quatro derrotas no Brasileirão. Em 54 partidas, foram 26 vitórias, 19 empates e nove derrotas. No currículo, o treinador tem o título antecipado do Gauchão 2013.

Os números do atual técnico colorado são piores também se comparados com os dos últimos treinadores do Colorado. O interino Osmar Loss apresentou 41,6% de aproveitamento em 2012. Fernandão deixou o Inter com 44,8%. Antes dele, Dorival Júnior havia comandando o time vermelho e teve 62%.  



Clemer alega “pressão muito grande”


Com futuro indefinido, o técnico Clemer comentou sobre o legado que deixará ao Inter com o seu comando de dois meses. Ele destacou que algumas coisas foram colocadas no time, mas alegou que o momento do time dificultou que um trabalho melhor fosse realizado. “Nunca trabalhei em situação de tranquilidade. O time sempre tinha que buscar alguma coisa, com uma pressão muito grande. Daí para implantar alguma coisa é muito difícil. Mas acho que o trabalho foi bom e consegui implantar algumas coisinhas”, avaliou.

Segundo o técnico, a prioridade no período foi a defesa. “Quando cheguei, priorizamos a zaga. Tentei ajeitar a casinha para dar equilíbrio à equipe. Mas quando a gente prioriza atrás, perde um pouco de qualidade na frente. O Inter estava caindo de produção e a gente conseguiu uma reação”, acrescentou.

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