“Tem que oxigenar, trazer jogadores novos. Alguns têm que sair para pegar outros ares. É preciso fazer uma renovação. Tem que trazer atletas da base para agregar, ver se eles têm condições. Se não tiverem, você traz jogadores de peso. Mas é preciso trazer jogadores que querem coisas novas, até mesmo alguns que precisam sair para buscar outros objetivos. O caminho é esse e a diretoria sabe disso”, declarou o ex-goleiro.
Clemer assumiu o Inter na 26ª rodada do Brasileirão logo após a demissão de Dunga. O time vinha de quatro derrotas seguidas. Em 14 jogos no comando da equipe (um na Copa do Brasil), o treinador conquistou apenas três vitórias. Apesar do aproveitamento de 35,7%, ele considera que o trabalho teve aprovação da torcida. “Eu não quero ser analisado como ídolo, isso eu vou ser sempre. Como treinador é impossível agradar a todos. Em pesquisas se viu torcedores querendo que eu ficasse. Isso já foi um passo grande na minha carreira. O torcedor não é bobo. Eles sabem da dificuldade de chegar a um clube como o Inter na situação que cheguei. Isso pesou muito para que o torcedor entendesse que a coisa não era fácil”, ressaltou.
“Eu cheguei em um momento difícil. A minha estreia foi contra o Fluminense, onde o Inter vinha de quatro derrotas. A cobrança era grande de vencer a próxima partida e dar um alívio na situação. Vi os jogadores cabisbaixos no vestiário. Tentei levantar o astral de todos, tivemos chances de reverter contra o Atlético-PR na Copa do Brasil. Mas a fase não era boa, o próprio Damião não vinha bem. Não só ele, o Muriel não vinha bem e cresceu. A gente procurou corrigir e projetar jogadores da base. Devido ao pouco tempo, as coisas tinham que ser devagar, não dava para transformar o time de uma hora para a outra”, completou.
Campeão com times de base, futuro pode ser longe do Beira-Rio
Em relação ao futuro, Clemer não esconde o desejo de treinador um time do primeiro nível do futebol brasileiro. O técnico foi convidado pela direção para comandar a equipe sub-23, que vai representar o Inter no início do Gauchão. Ele destacou que pode aceitar o cargo, mas isso vai depender das propostas que aparecerem. Se receber convite de um clube, vai deixar o Beira-Rio. Clemer revelou que recebeu sondagens da Portuguesa, mas, por enquanto, as conversas não avançaram.
“A diretoria do Inter conversou para que eu me apresentasse dia 8. Tem a possibilidade de assumir o sub-23, que vai disputar o Gauchão. Se caso aparecer outra proposta de time de primeira divisão, não tem problema sair. Eles me deixam bastante à vontade em relação a sair. Estou cheio de gás, quero trabalhar, apresentar o meu trabalho. A Portuguesa é um time com estrutura, mas até agora são só sondagens, nada além disso”, encerrou.