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Clima de abatimento contrasta com discurso de reação no Inter

Jogadores chegaram a Porto Alegre com semblante fechado apesar de festa da torcida

Clima de abatimento contrasta com discurso de reação no Inter
Clima de abatimento contrasta com discurso de reação no Inter Foto : Ricardo Giusti
Cara de quem perde não é cara de quem ganha. Por mais que o discurso seja de que o resultado é perfeitamente reversível, as fisionomias na delegação do Inter desde o fim da partida contra o Santa Fe demonstram o tamanho do golpe que foi a derrota por 1 a 0, com gol nos acréscimos. No dia seguinte ao jogo, a única atividade foi o regresso ao Brasil. Não houve treino e nenhum integrante da delegação se manifestou oficialmente.

A viagem, marcada para as 15h, foi antecipada para as 13h, pelo horário local. No entanto, atrasos no aeroporto de Bogotá retardaram os planos. O desembarque em Porto Alegre ocorreu com cerca de duas horas de atraso. Os rostos sorridentes do embarque ficaram no passado. Os jogadores passavam quietos e, às vezes, cabisbaixos. Menos mal que a delegação foi recebida por um bom contingente de torcedores, que marcaram o encontro no aeroporto pelas redes sociais.

Para o time, a ordem do técnico e da diretoria é levantar a cabeça e pensar na quarta-feira que vem. Pela primeira vez nesta edição da Libertadores, o time está em real desvantagem. “É momento de pensar em coisas positivas”, disse Diego Aguirre após o jogo, como quem prega para si mesmo: “Acredito muito em como isso vai acabar”. Minutos depois, porém, o semblante do comandante colorado transparecia um enorme abatimento, enquanto ele deixava o estádio El Campín e observava seus jogadores na zona mista.

A maior parte do time, na verdade, nem parou na área destinada a entrevistas. Um dos que deu a cara a bater foi o zagueiro Juan. “Uma derrota de 1 a 0 nem é tão ruim assim”, acredita. Segundo o defensor, é importante assimilar um resultado negativo como esse, mas o grupo já sentiu a derrota e “já passou”. Rodrigo Dourado, Sasha, Ernando, Réver, outros que se dispuseram a falar com a imprensa, também exaltaram as chances de virar o placar no Beira-Rio.

Aguirre sabe que será muito questionado pelo resultado. Já começou a ser, aliás. Contra Atlético-MG e Grêmio, o time iniciou bem, recuou e acabou tomando gols perigosos. Em Minas Gerais, assim como em Bogotá, o golpe também foi nos acréscimos. Antes de pensar no jogo de volta contra os colombianos, Aguirre tem de montar um Inter apenas com reservas para encarar o Vasco, amanhã, no estádio São Januário, pelo Brasileirão.