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Clima de final no Beira-Rio tem montanha-russa de emoções nas torcidas

Novo Hamburgo voltou a fazer frente aos grandes, mas colorados pressionaram até empatar

Clima de final no Beira-Rio tem montanha-russa de emoções nas torcidas
Clima de final no Beira-Rio tem montanha-russa de emoções nas torcidas Foto : Guilherme Testa
"A gente não perde para os grandes", garantiu o torcedor do Novo Hamburgo, Flávio Duarte, antes da partida começar. Eis que, neste domingo, a torcida do Nóia viu de novo o anilado fazer frente ao poderoso Inter e fez barulho com seu azul intruso naquele pequeno quadrante destinado para ela no Beira-Rio. Os colorados, por sua vez, estremeceram as cadeiras do Beira-Rio após o susto com os gols do rival e retomaram a confiança gritando em apoio ao Inter nas duas vezes em que o time empatou.

O momento de festa do Novo Hamburgo veio em mais um gol de João Paulo. O artilheiro da equipe no Estadual cabeceou uma bola preciosa para o fundo das redes e decretou um breve silêncio da maioria vermelha no Beira-Rio. O time, que justificou a fama de incomodar os gigantes, continua próximo de título inédito e improvável do Gauchão.

A torcida colorada também deu seu show, empurrando o Inter antes do jogo, com festa imensa no nome de cada jogador narrado na escalação - com exceção do contestado Anselmo. Muita festa, ainda, para o capitão D'Alessandro, que teve torcida até na hora do árbitro Anderson Daronco jogar a moeda e decidir o lado do gramado. Depois, durante todo o jogo. Após um breve hiato com o impacto do gol do Novo Hamburgo, cantou ainda mais forte seu "Vamo, vamo Inter".

O grito de gol ficou engasgado, inclusive, nos minutos finais do primeiro tempo. Uma sobra de bola para D'Alessandro, o argentino disparou um chutaço e só não fez o 1 a 1 por conta do goleiro Matheus. Ecoou o famoso "Uh!" por todas as cadeiras, mas sem tirar a tensão de cada torcedor de vermelho.

Mas o retorno da segunda etapa trouxe ares melhores às arquibancadas. A galera aplaudiu muito a entrada de Roberson no lugar de Anselmo e foi do pé do atacante que saiu o lance que finalmente deixou o Beira-Rio feliz. Quando a bola cruzou a rede, o mar vermelho tomou conta e reverberou por todos os lados.

A massa colorada queria mais, mas daí o grande vilão foi o goleiro Matheus, que tirou com o peito chute de Uendel que parecia destinado a virar a partida. O Novo Hamburgo não teve mais paz na partida, mas conseguiu frear o ímpeto do Inter. Eis que, aos 22 minutos, Assis subiu na área e cabeceou para o gol. Na frente da torcida anilada, que explodiu no "olê, olê, olêm olá, Nóia, Nóia", em homenagem ao quase impensável 2 a 1.

Só que a nação colorada se recuperou do baque mais uma vez. Na pressão que resultou em gol de muita categoria de Nico López, foi a vez de puxar a sinfonia de "Inter, estaremos contigo, tu é minha paixão...", com o 2 a 2. Ninguém ficou mais perto do título, mas o Beira-Rio seria um palco apropriado para entregar a taça.