O vice-presidente jurídico do Inter, o advogado Gustavo Juchem, afirmou que o Inter está com a consciência tranquila em relação aos documentos do caso Victor Ramos. Em entrevista à Rádio Guaíba no final da tarde desta quarta-feira, o advogado afirmou que o departamento ainda não está pensando em punições que pode receber. "Não estamos examinando hipóteses de punição porque estamos com a consciência tranquila. Achamos que os fatos apurados provam que não cometemos qualquer infração e não há motivos para punição", disse. "Mas se houver abertura do processo, nós vamos trabalhar com isso", acrescentou.
Segundo Juchem, este processo deveria ter sido encerrado há bastante tempo. "Comprovamos que não havíamos alterado ou falsificado documentos em questão. O trabalho investigativo foi quem acabou encontrando quem fez estas alterações", declarou. "Isto confirma aquilo que desde sempre informamos, da inocência do Inter e dos advogados.", apontou.
De acordo com o advogado, estes documentos foram enviados por fontes de confiança do Inter e que não desconfiaram de que poderia ter alguma irregularidade. "Na época não foi um risco calculado. Tinha uma pressa na apresentação dele, vinha de fontes confiáveis, o conteúdo estava de acordo com a legislação esportiva e foi apresentado para autoridades competentes, e logo passaria a conhecimento da própria CBF. Não havia motivos para temer para as consequências que vieram", explicou.
Segundo Juchem, o caso "não necessariamente irá a julgamento". "O processo está na mesa do procurador geral, cabe ele fazer análise e se ele entender que houve infração ética, ele vai colocar em julgamento os envolvidos", disse.
Com a "consciência tranquila", Inter não teme punição no STJD
Clube utilizou documentos que teriam sido alterados no caso Victor Ramos