O empate do Inter com o Nacional de Montevidéu por 3 a 3 no Beira-Rio deu mais molho para o enfrentamento entre Bahia e Atlético Nacional, nesta quinta-feira. Isso porque se houver um vencedor, ele irá assumir a liderança do Grupo F, hoje do Colorado com 5 pontos.
Os baianos têm 4 e os colombianos 3. Empate mantém a equipe de Roger Machado na ponta. Até o começo da tarde da véspera do jogo mais de 40 mil ingressos haviam sido vendidos e a previsão é da Fonte Nova lotada. O canal Disney+ transmite ao vivo a partida.
Os dois treinadores têm problemas para montar seus times. Rogério Ceni não poderá contar com o goleiro Ronaldo, o lateral Arias e os zagueiros Kanu e Gabriel Xavier. No entanto, Rogério Ceni ganhou ânimo novo depois da vitória no último lance do jogo contra o Ceará, na segunda-feira quando a torcida já protestava sem uma vitória até ali no Brasileirão.
"Eu queria viver uma má fase com 26 jogos e duas derrotas no ano. Gostaria de estar sempre na Libertadores, de ganhar o estadual. O torcedor é apaixonado e temos que entender, é o direito dele que paga o ingresso, lota o estádio e vem aqui", ponderou o técnico.
Do outro lado Javier Gandolfi que havia perdido Hinestroza expulso na derrota para o Inter por 3 a 0 na última rodada, perdeu outros três titulares: Juan Manuel Zapata (volante), Felipe Aguirre (lateral direito) e Kevin Viveros (atacante) todos machucados nem viajaram para o Brasil. No domingo, o Atlético Nacional foi batido pelo Depotivo Cali por 1 a 0 e viu o Júnior Barranquilha assumir o primeiro lugar no Campeonato Colombiano.
Fora de casa até aqui na temporada, o desempenho é fraco. Foram dez jogos com quatro derrotas, quatro empates e somente duas vitórias. A força está no Atanasio Girardot onde o time recebe o Inter na quarta rodada.
"Um aspecto que tem sido um fardo para o Nacional é sua teimosia tática. Manter a mesma abordagem ofensiva tanto em casa quanto fora custou caro, deixando brechas que adversários experientes não pouparam. No futebol, ser protagonista é uma virtude, mas a inteligência para se adaptar ao contexto é uma obrigação, principalmente quando se pisa em território estrangeiro", opina John Eric Gómez, do jornal El Colombiano.