Este é o modelo da preferência da atual diretoria, que se decidiu após um estudo minucioso do projeto. Segundo os cálculos elaborados pela gestão de Giovanni Luigi, o Inter não tem fôlego para executar a obra a tempo de receber a Copa. As suítes e as cadeiras VIPs não tiveram, nos últimos meses, a venda esperada. Portanto, se o atual modelo de financiamento fosse mantido, faltaria dinheiro ainda em 2010 para a manutenção do atual ritmo de obras.
Em troca da construção do novo Beira-Rio, a empresa ficaria com os lucros das novas instalações sobretudo aquelas que não existem agora, como estacionamento, bares, restaurantes, lojas e suítes — por 20 anos. Além do estádio, a parceira teria de construir um Centro de Treinamentos fora do Beira-Rio. O custo do modelo é de R$ 290 milhões, dos quais o Inter entraria com R$ 50 milhões. O restante seria bancado pela parceira. É o modelo mais seguro e o único que dá as garantias exigidas pela Fifa, mas o menos rentável ao clube no futuro.
O autofinanciamento foi aprovado pelo Conselho durante a gestão de Vitorio Piffero. Apesar de estar em execução nesse momento, foi rechaçado pelo presidente Giovanni Luigi, que chegou à conclusão que tocar a obra apenas com recursos próprios representaria a ruína financeira do clube. No entanto, o modelo tem suas vantagens. O clube seria beneficiado no longo prazo pelas receitas advindas de novo complexo.
Segundo os mais otimistas, esse lucro poderia chegar a 1 bilhão em 20 anos. Além disso, a obra seria administrada pelo próprio clube, o que significa autonomia de gestão e teria um custo mais baixo, de cerca de R$ 200 milhões, incluindo o edifício-garagem. Os recursos para a reforma viriam da venda de suítes e cadeiras VIPs no novo estádio, além da venda, já concretizada, do antigo estádio dos Eucaliptos. Apesar de ser mais rentável, é o modelo menos seguro para o clube, que pode se ver envolvido em dívidas e ter comprometido os investimentos no futebol para concluir a reforma.