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Conselheiros do Inter querem explicações sobre Beira-Rio

Falha na cobertura e aprimoramento de software impedem entrega formal do estádio

Falha na cobertura impede entrega formal do estádio
Falha na cobertura impede entrega formal do estádio Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
Por Fabricio Falkowski

Uma imperfeição na cobertura, que já está sendo corrigida, e a demora na instalação e no aprimoramento de sistemas e softwares (programas de computador), que controlam o funcionamento de setores do Beira-Rio, ainda impedem que o estádio do Inter seja dado definitivamente como pronto. O atraso, que intriga os conselheiros, mas não preocupa os dirigentes, será debatido na noite desta segunda em reunião do Conselho Deliberativo convocada especialmente para analisar o tema.

A obra de reformulação do estádio está praticamente concluída. O Beira-Rio recebe jogos desde fevereiro, inclusive cinco partidas da Copa. No entanto, as vistorias, que analisam a qualidade dos materiais empregados e se a obra obedeceu ao memorial descritivo e foi erguida de acordo com os projetos aprovados pelo clube, estão sendo finalizadas.
“Não há nada que esteja emperrando o recebimento formal da obra. Já estamos resolvendo estes dois detalhes (cobertura e softwares). Acredito que, em um prazo de até 45 dias, estará tudo pronto. Então, receberemos o Beira-Rio”, observa a 2a vice-presidente do Inter, Diana de Oliveira. Segundo ela, já foram feitas mais de 90 vistorias nos últimos meses, conferindo cada canto do estádio.

Mas por que a entrega formal do Beira-Rio é importante? Porque antes dela, o prazo estipulado no contrato de parceria entre o clube e a Brio não começa a ser contado. Ou seja, a sociedade, que a princípio deveria ser de 20 anos, fica se estendendo. E nesse meio-tempo, a empresa já explora os ativos a que tem direito, como contratos com fornecedores e ecônomos e venda de ingressos de áreas VIPs e camarotes.

Outro tema que será abordado na reunião será a possibilidade de o Inter cobrar da Andrade Gutierrez as multas pelos atrasos na obra. Segundo os próprios advogados contratados pelo clube, o time deveria usar o Beira-Rio a partir de 31 de março, na pior das hipóteses. Em 13 de abril, o Inter bateu o Grêmio no Centenário por 4 a 1 e comemorou lá o tetracampeonato gaúcho. Só por este jogo, o clube teria a receber R$ 1,65 milhão, mais correções.

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