Um grupo de conselheiros gostaria de ver Marcelo de Freitas e Castro fora da diretoria do Inter. Por isso, protocolaram na última sexta-feira um pedido de reunião extraordinária do Conselho Deliberativo na qual pedirão o seu afastamento. O vice-presidente Jurídico recentemente foi condenado a mais de oito anos de prisão sob a acusação de sonegação de impostos. Ele promete recorrer.
Segundo o documento, assinado por 26 conselheiros, a condenação “torna inconveniente e incompatível a sua permanência no cargo que hora ocupa na diretoria”. O presidente do Conselho Deliberativo, Mário Sérgio Martins, recebeu o pedido ontem. “É um direito dos conselheiros solicitar a reunião, e uma obrigação minha marcá-la. Mas afastar ou não um vice-presidente é função do presidente do clube”, observa. Ele não disse, porém, para quando a reunião será marcada.
O conselheiro Luiz Caldas Milano Júnior foi um dos que assinaram o pedido de reunião: “Inocente ou não, o fato é que ele (Marcelo de Freitas e Castro) enfrenta problemas com a Justiça que afetam a imagem do Inter. Por isso, deveria se afastar por iniciativa própria”, opina. O vice Jurídico reafirmou inocência e disse que vai recorrer da decisão. Disse também que o pedido dos conselheiros é “uma forma de atingir a gestão Piffero”.
Portal da Transparência
O Portal da Transparência do Inter publicou nessa segunda-feira o balancete dos primeiros três meses deste ano, o primeiro da gestão Vitorio Piffero. Os resultados apresentam leve melhora em relação aos dados referentes a 2014, mas evidenciam a necessidade de vender jogadores para a manutenção do equilíbrio financeiro do clube.
As receitas em janeiro, fevereiro e março de 2015 subiram de R$ 40,1 milhões para R$ 47,4 milhões — fruto, principalmente, das rendas do novo Beira-Rio, que neste período do ano passado ainda estava fechado. O custo operacional também teve uma queda de R$ 49,6 milhões para R$ 39,4 milhões. O déficit do período foi de R$ 11,1 milhões.
Conselheiros pressionam para saída de diretor do Inter
Marcelo de Freitas e Castro foi condenado por sonegação de impostos