A oposição, na realidade, dividiu-se. Apenas o Convergência Colorada cumpriu o que prometera e condenou o recebimento de R$ 35 milhões de um aditivo de contrato de televisionamento do Campeonato Brasileiro dos anos de 2016, 2017 e 2018. Os grupos ligados ao "Diretas Sempre" votaram com Luigi.
O contrato com a TV, que deveria ter sido aprovado no ano passado, foi aprovado somente nesta noite. Aproximadamente 250 conselheiros participaram da reunião, e cerca de 80 deles deixaram registrados em ata a aprovação com ressalvas das contas.
"O Inter aprovou a posteriori o contrato. Ou seja, o contrato não pode ser declarado ineficaz no futuro. Mas o estatuto segue violado, pois ele fala em prévia autorização", observa o conselheiro Filipe Gonçalves, que faz parte do Conselho Fiscal.
Em 2012, o Inter teve R$ 208,2 milhões de receitas líquidas (R$ 252,8 de receitas brutas), contra despesas de R$ 196 milhões. Ou seja, apresentou superávit de R$ 12 milhões.
Caso não recebesse os recursos do tal contrato de televisionamento, o déficit do exercício seria aproximadamente R$ 23 milhões.