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Contestação de conselheiros marca reunião que aprovou contas do Inter

Alguns integrantes do Conselho Deliberativo pediram rejeição aos números apresentados

Contestação de conselheiros marca reunião que aprovou contas do Inter
Contestação de conselheiros marca reunião que aprovou contas do Inter Foto : André Ávila / CP Memória
Reunido na noite dessa segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Inter aprovou, sem fazer qualquer ressalva, as contas do primeiro ano da gestão de Vitorio Piffero. No entanto, o encontro não foi livre de polêmicas. Ainda impactados com a revelação do relatório de uma auditoria encomendada pelo Conselho Fiscal, divulgado pelo Correio do Povo na semana passada, alguns conselheiros pediram a rejeição das contas ou a sua aprovação com ressalvas. Para os atuais dirigentes, a manifestação destes grupos é um movimento que visa a eleição presidencial marcada para o final do ano.

O relatório da auditoria é curto, mas causou polêmica. Em 19 páginas, demonstra falhas na comprovação de gastos e na antecipação de recursos, como recibos de adiantamento sem assinaturas e notas fiscais sem datas de emissão. Além disso, a auditoria revela valores descobertos de comprovações. O montante mais expressivo refere-se a “adiantamentos de prestações de serviços”, que em 31 de dezembro tinha R$ 621 mil sem comprovações ou recibos que atestem os gastos.

“Seria preciso elucidar uma série de dúvidas que vários conselheiros tinham e continuam tendo. Dúvidas a respeito de procedimentos e processos internos de compras e pagamentos”, enfatiza o coordenador do grupo Sócio Deliberativo, que conta com 35 conselheiros, José Amarante. Ele foi vice-presidente de administração da gestão de Giovanni Luigi e não esconde a sua pretensão eleitoral: participará da eleição presidencial do final do ano.

O diretor de transparência Sandro Farias salienta os números positivos do balanço de 2015. Lembra que o clube teve um superávit de R$ 27,5 milhões mesmo investindo, por exemplo, R$ 23 milhões nas categorias de base e R$ 12 milhões em melhorias no Beira-Rio. Só no futebol, houve economia de R$ 30 milhões. “Os votos contrários foram políticos. Não havia motivos para a rejeição das contas, pois até o Conselho Fiscal orientou pela aprovação”, afirma. Segundo ele, hoje só há cerca de 90 mil descobertos de comprovação.