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Contestado e sob pressão, Roger supera os 400 dias no Inter

Técnico colorado depende de uma vitória do time sobre o Fortaleza, domingo, no Beira-Rio, para seguir trabalho

Roger Machado atinge marca importante à frente do comando técnico do Inter
Roger Machado atinge marca importante à frente do comando técnico do Inter Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

Contestado e pressionado, Roger Machado atingiu a marca dos 400 dias à frente do Inter. A longevidade, hoje, é uma façanha digna de registro – afinal, não é em qualquer clube que se sobrevive a tantos tropeços seguidos. Trata-se, inclusive, do terceiro time onde ele mais tempo resistiu no cargo. A continuidade, porém, depende de um detalhe aparentemente simples: vencer o Fortaleza, no domingo, no Beira-Rio.

O treinador ainda desfruta do apoio oficial da direção e da confiança dos principais líderes do elenco colorado, mas o trabalho já dá sinais de fadiga visíveis a olho nu. Dentro de campo, a equipe não joga bem e os resultados insistem em não aparecer. Já são quatro derrotas consecutivas, somadas às quedas na Libertadores e na Copa do Brasil, e a campanha no Brasileirão já se aproxima perigosamente de um território indesejado.

O último sintoma da turbulência foi uma “acalorada discussão” entre jogadores no vestiário, logo após a derrota para o Cruzeiro, sábado à noite, no Mineirão. O episódio só não ganhou contornos maiores porque o diretor esportivo D’Alessandro interrompeu sua plateia na coletiva de Roger para, mais uma vez, assumir o papel de bombeiro colorado. Curiosamente, dentro do clube, alguns dirigentes enxergaram a briga como algo “positivo”: ao menos restaria a prova de que alguns atletas ainda se indignam com a situação.

Mas o desgaste não é exatamente novidade. Poucos dias antes, logo após a eliminação para o Flamengo na Libertadores, a direção reuniu o grupo no CT Parque Gigante. O encontro serviu para reforçar o voto de confiança a Roger, mas também (e principalmente) para lembrar aos jogadores que a conta do fracasso não pode ficar toda no colo do treinador. Houve quem avaliasse que o esquema travou, mas que as individualidades também naufragaram, incapazes de repetir lampejos de outros tempos no próprio Inter de Roger.

“Me sinto capaz de reverter. Não desisto das minhas empreitadas tão cedo. Mas o trabalho está sempre sendo avaliado. É claro que estamos passando por uma fase ruim, de maus resultados. Mas sinto que os jogadores confiam no trabalho”, disse Roger, ainda no sábado, após mais uma derrota para a coleção.

"É um sentimento de frustração por causa da sequência negativa. Claro que o trabalho está sempre sob avaliação. Mas, em um clube grande como o Inter, as responsabilidades são compartilhadas. Passamos por um momento difícil, mas esse é um grupo de jogadores que já deu respostas. Precisamos apresentar mais. Quanto ao trabalho do Roger, acompanhamos o dia a dia", completou o executivo André Mazzuco, que falou em nome nos dirigentes no Mineirão.

Enquanto isso, a receita para virar a página foi simples: os jogadores embarcaram de volta para Porto Alegre logo após o jogo e ganharam dois dias de folga. O primeiro treino após a derrota para o Cruzeiro está agendado para a manhã desta terça-feira.

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