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Talvez a inspiração possa vir dos confrontos do ano passado. Em Porto Alegre, depois de segurar o Inter no primeiro tempo, o Emelec surpreendeu aos três minutos da etapa final, com um gol de Quiroz, sem chances para o goleiro argentino Abbondanzieri. Por quatro minutos os equatorianos experimentaram o "gostinho da vitória" em Porto Alegre. Aos 7, porém, a realidade voltou ao seu curso. Nei experimentou um chute de longe, a bola viajou em curva e entrou no ângulo. O Inter avançou mais, com as entradas de Taison, Walter e Andrezinho e, numa jogada entre os três, Alecsandro tocou para as redes e correu para o abraço, aos 42 minutos.
No returno, já sem chances de classificar, o Emelec voltou a impor dificuldades ao Inter. Conseguiu seu primeiro ponto na competição ao garantir o 0 a 0 com um time misto.
Alguns sustos, mas nenhuma vitória nos confrontos com a Dupla
O ano de 1995 foi o mais combativo do Emelec na Libertadores, e foi também naquele torneio que teve seu primeiro contato com o Rio Grande do Sul. Os equatorianos vieram a Porto Alegre em março e retornaram com 4 a 1 na bagagem, cortesia do Grêmio. O goleador Jardel marcou logo aos três minutos de jogo e, apesar de Gonzalez reagir com um gol aos 16, Luciano, aos 29; e Paulo Nunes, aos 37, já garantiam a vitória na etapa inicial. Coube a Magno, aos 32 minutos do segundo tempo, decretar a goleada. O Emelec, porém, superou a fase de grupos e voltou a enfrentar o Grêmio nas semifinais. Em Guayaquil, novamente dificuldades e um empate em 0 a 0. No Olímpico, entretanto, nova vitória Tricolor, um 2 a 0, com gols de Paulo Nunes e Jardel.
Contra o Colorado, o Emelec estreou levando goleada, em fevereiro de 2007. Foi aquele 3 a 0, por sinal, que deu esperanças à torcida do Inter de que o time poderia repetir uma campanha similar à do título do ano anterior. A responsabilidade de abrir o placar coube ao volante Perdigão, por sinal o primeiro gol dele com a camisa colorada. O segundo gol veio em uma tabela entre Índio e Pato. O zagueiro roubou a bola na intermediária, lançou a, então, jovem promessa e apareceu na área para aparar o cruzamento. Coube a Pato finalizar a jornada com um golaço, aos 21 minutos da etapa final: driblou três adversários e chutou colocado, sem chances para o goleiro.
Uma nova vitória, por 2 a 1 em Guayaquil, o endereço está certo, vai para o jogo do Inter), ainda dava chances para o Inter seguir na Libertadores e reforçou as credenciais que Pato como estrela do time, quando este marcou o segundo gol. Na última rodada, porém, o Inter não conseguiu a goleada que precisava contra o Velez Sarsfield para superar o Nacional no saldo de gols.