Adriano foi oferecido ao Inter, pela primeira vez, no início da temporada. Na época, a contratação foi descartada. Mais recentemente, há cerca de duas semanas, um grupo de empresários gaúchos, com contato com o jogador, apresentou outra vez a possibilidade. Como argumento principal, foram mostradas evidências de uma melhora na forma física do centroavante, que não consegue jogar em alto nível desde 2009.
De qualquer forma, Adriano só viria se provasse uma "mudança completa de vida". Além disso, teria de aceitar um contrato de risco, com salário muito baixo e prêmio por partida concluída e gols marcados. "Não acredito que o Luigi concorde com a contratação do Adriano. Ele ficou um mês analisando se contratava ou não o Jorge Henrique porque sabia que ele fazia "noite". É uma contratação arrojada demais para o perfil do Luigi', afirma o conselheiro ligado à direção.
Mas Dunga também não parece disposto a ceder. Ele já usou a imprensa para cobrar reforços da direção. No episódio Imperador, repete o expediente.
Outras alternativas
Paralelamente, o Inter trabalha por outros reforços. O nome preferido ainda é Júlio Baptista, cuja pedida inicial assustou um pouco os dirigentes. Novos contatos com o centroavante, que deve rescindir seu contrato com o Málaga, serão mantidos nos próximos dias.
O problema é a lentidão demonstrada pelos dirigentes. Apesar da certeza de que Júlio Baptista seria o nome mais acertado, conclusão tirada das últimas reuniões de avaliação do departamento de futebol, a proclamada "segunda onda de contratações" ainda não passou de um discurso do diretor de futebol, Luis César Souto de Moura. Por enquanto, o único reforço a chegar foi Jorge Henrique.
O Inter procura, além de reforços para o setor ofensivo, um zagueiro - para suprir a venda de Rodrigo Moledo para o Metalist - e um meia. As outras contratações, porém, devem vir de clubes brasileiros, da primeira ou da segunda divisões.