Coudet implanta o seu estilo em início de trabalho no Inter

Coudet implanta o seu estilo em início de trabalho no Inter

Novo técnico tem pouco tempo para fazer uma reformulação completa no futebol do Colorado

Por
Fabricio Falkowski

Além dos jogos pelo Gauchão, o Inter estreia na pré-Libertadores no dia 4 de fevereiro


publicidade

Primeiro, Eduardo Coudet explica como vai ser o exercício, quase sempre com a bola em jogo. Em seguida, quando os jogadores passam a executar o que foi pedido, o técnico não para. Inquieto, incentiva, grita, orienta e repreende quase sem parar de falar: “Isso, isso, passe rápido, vamos, adiante. Está bem. Aqui, aqui.” 

Tem sido assim, em grande medida diferente da rotina que os jogadores colorados viveram em outros anos, os primeiros dias de pré-temporada sob o comando do novo técnico do Inter no CT Parque Gigante.

O trabalho segue, porque há pressa. Em menos de duas semanas, o Inter estreia no Campeonato Gaúcho contra o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi. Coudet terá que queimar etapas por absoluta falta de tempo. Além dos jogos pelo Gauchão, o Inter estreia na pré-Libertadores no dia 4 de fevereiro, contra um adversário ainda indefinido.

A tarefa de Coudet é fazer, em tão pouco tempo de trabalho, uma verdadeira reformulação na forma de o time jogar. “Ele gosta de time que, tanto em casa quanto fora, valorize a posse de bola. E quando perde a bola, quer que o time pressione para roubar lá na frente. Se jogar assim, fica difícil para o adversário, porque não consegue sair de trás”, observou o meia Thiago Galhardo, que foi apresentado nessa sexta-feira.

Resumindo, Coudet quer o Inter intenso, rápido e físico. Para jogar com ele, será preciso estar bem preparado fisicamente, além de compreender a ideia tática que pretende impor. Além dos trabalhos em campo, ele conversa individualmente com os jogadores e mostra vídeos especialmente preparados pela comissão técnica. 

“Acredito que, com um pouco mais de intensidade, o time pode dar um salto de qualidade. Não é algo que venha de um dia para o outro. É preciso trabalho, mas tem que começar a fazer”, observou Damián Musto, que já trabalhou com Chacho, apelido que Coudet carrega desde quando era jogador, no Rosario Central e no Tijuana.

“A ideia dele é ter um time compacto, intenso e que pressione o adversário. Acho que o grupo tem jogadores com características para isso”, opinou o volante.


Coudet também gosta de privacidade para trabalhar. Nessa sexta, por exemplo, apenas o treino da manhã teve uma parte aberta. À tarde, todo o período de treinamentos foi fechado para a imprensa.