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Déficit do Inter deve chegar a aproximadamente R$ 54 milhões, o maior da história

Inter teria feito despesas superiores a R$ 210 milhões ao longo da temporada

Atual gestão do Inter projeta corte de até 35% nas despesas do clube
Atual gestão do Inter projeta corte de até 35% nas despesas do clube Foto : Rafael Cabeleira / Divulgação / CP
Em março, o Conselho Deliberativo do Inter se reunirá para avaliar os números do último ano da gestão de Giovanni Luigi. Avaliações preliminares — a elaboração do balanço contábil de 2014 será finalizada nas próximas semanas — apontam para um déficit histórico que deve chegar a aproximadamente R$ 54 milhões. Trata-se de um recorde no clube.
O dado, que circula pelos gabinetes do Beira-Rio há algumas semanas, está servindo de munição para os integrantes da direção atacarem a gestão anterior. Um grupo de conselheiros, inclusive, deve pedir a reprovação das contas, tornando a reunião do CD de março uma das mais tensas dos últimos anos. O Conselho Fiscal deve finalizar seu parecer sobre as contas até 15 de março. 

Os números são assustadores. O Inter teria feito despesas superiores a R$ 210 milhões ao longo da temporada, contra apenas R$ 156 milhões de receitas. A favor de Luigi está o fato de o clube não ter feito vendas importantes de jogadores em 2014, apesar de ter recebido ofertas por Valdívia, Aránguiz e Sasha. O único vendido foi Otavinho, que saiu por 7 milhões de euros para o Porto — o Inter ficou somente com metade do valor (cerca de R$ 12 milhões).

Para fazer frente ao volume de despesas, Luigi teria antecipado cerca de 40 milhões em receitas que seriam recebidas em 2015. A verba de TV referente ao Campeonato Gaúcho seria uma delas. “Temos de cortar aqui, cortar ali... O negócio é acabar com os desperdícios. Precisamos diminuir em 35% as despesas gerais do clube e aumentar em 25% as receitas. Se não fizermos isso, não tem jeito. O ano não acaba”, afirma o 1º vice-presidente Pedro Affatato, que acumula o cargo de vice de Finanças.

Uma das providências foi demitir alguns funcionários de salários mais altos, que já deixaram o clube.