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Déficit do Inter em 2013 obriga venda de um jogador

Estimativas apontaram para um valor próximo de R$ 40 milhões

Ibsen Pinheiro aceitou pedido de reunião extraordinária no Conselho Deliberativo do Inter
Ibsen Pinheiro aceitou pedido de reunião extraordinária no Conselho Deliberativo do Inter Foto : Fabiano do Amaral
Estimativas apontam para a quebra de um recorde no Inter em 2013: nunca antes o clube amealhará um déficit tão grande como nesta temporada. As estimativas atuais apontam para uma quebra de caixa de cerca de R$ 35 a 40 milhões, cifra que torna impositiva a venda de um jogador nas próximas semanas como forma de pagar as contas mais urgentes.

A situação é tão grave que um grupo de conselheiros protocolou ontem um pedido de reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com o objetivo único de debater a saúde financeira da instituição. "Recebi hoje (ontem) o pedido. Entendo que a solicitação é legítima e vou atendê-la", confirmou o presidente do CD, Ibsen Pinheiro. Ele tem prazo de dez dias para marcar a reunião, que o próprio Ibsen antecipa que deve ocorrer durante novembro.

O pedido foi assinado por 30 conselheiros, todos ligados ao Convergência Colorada, um movimento político de oposição ao grupo de Giovanni Luigi. "O orçamento está estourado, e os conselheiros gostariam de receber explicações. O fórum ideal para este debate é o Conselho Deliberativo", observa o coordenador-geral do Convergência, Fabrício Berto.

Folha de cara


O dinheiro não fez bem ao Inter. Pelo menos não na atual temporada. Afinal, neste ano, quando o clube vem gastando cifras recordes, o time faz a pior campanha desde 2003, quando o Brasileirão ganhou sua primeira versão por pontos corridos.

Somente para manter o seu departamento de futebol, incluindo logística, salários de jogadores e da comissão técnica, o clube desembolsa R$ 16 milhões por mês. "O desempenho em campo é inversamente proporcional aos gastos. Sabemos que o futebol não é uma ciência exata, mas há um nítido descompasso aí", afirma o conselheiro Fabrício Berto. A folha de pagamento do Inter é mais cara que a de qualquer um dos atuais cinco primeiros colocados no Brasileirão.

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