Após perder o primeiro Gre-Nal do Gauchão no Beira-Rio, o técnico Odair Hellmann optou por alterar o esquema do Inter para o clássico da Arena, saindo do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1. A mudança atingiu o posicionamento de D’Alessandro, que deixou o centro do campo para atuar aberto pela esquerda com maior obrigação de marcação. Mesmo aos 36 anos, D’Ale disse que se dispõem a jogar dessa forma e aceita perder protagonismo individual da equipe para ajudar o coletivo.
“Estou para ajudar, falei com o treinador no começo do ano. Falei brincando e volta a repetir que só não jogo de goleiro por conta da altura. Depois, o que o treinador precisar eu vou estar aqui. Ele precisou que eu jogasse pela esquerda. A gente tinha uma dúvida se jogaria Léo Moura, Madson ou Ramiro pela direita. Eu joguei pela esquerda e me senti bem. Deixo de lado o individual para priorizar o coletivo jogando pelo lado”, afirmou.
Embora tenha dito que não vê problema em atuar aberto, D’Alessandro admitiu que nessa função acabe chegando menos vezes próximo do gol adversário.
“Nós temos duas maneiras de jogar, no 4-1-4-1, como no domingo, e no 4-4-2, 4-2-3-1, com esse meia atrás do centroavante e dois extremos. É óbvio que estou mais perto do gol no meio e com maior liberdade jogando atrás do volante adversário que de extrema. O extrema tem que acompanhar o lateral, tem esse mecanismo de fechar quando a bola estiver do outro lado. Eu vou chegar na frente, mas menos porque não posso deixar o lateral sozinho. Tenho de acompanhar ele até o fundo, mas isso não me incomoda. Eu priorizo o coletivo ao individual. Agora ainda mais. Se o treinador precisar de mim, seja pela direita ou pela esquerda, vou jogar. Depois vocês fazem a análise, mas o meu trabalho deve ser feito pelo que o treinador pede”, completou.
A tendência é de que D’Alessandro jogue novamente aberto no Gre-Nal desta quarta-feira com Odair Hellmann repetindo o esquema 4-1-4-1 da Arena. Uma mudança que deve ocorrer na equipe é a entrada de Fabiano na lateral com Edenilson indo para o meio-campo. No ataque, Roger deve ganhar uma vaga. A dúvida é quem deixa a equipe entre Marcinho e Nico López.
D’Ale aceita mudança de posicionamento e diz que só não joga de goleiro
Capitão do Inter afirmou que está disposto a marcar mais para ajudar o coletivo