Para D'Alessandro, a eventual conquista do Brasileirão serviria para coroar o trabalho começado a dez anos. “Seria uma vitória do Fernando Carvalho, do (Vitorio) Piffero, do Giovanni (Luigi). Claro que a Libertadores é importante, mas se tiver que escolher, escolheria o título nacional”, afirmou o argentino, que garantiu: “Mas é claro que vamos brigar por todos os títulos desta temporada”.
E em meio à Libertadores, D'Alessandro vê o Inter em evolução, graças às “pancadas” sofridas nas derrotas para o Grêmio e o Santos. “Tomamos duas pancadas que acho que até foram boas. Às vezes têm que tomar uma pancada para reagir. Para a gente saber onde está parado, onde tem que melhorar. Às vezes o resultado favorável esconde coisas”, comentou. “Foi bom para se levantar. O time evoluiu muito, teve um crescimento importante tático e físico. Tomara que a gente mantenha esse nível de jogo e esse nível físico para dar uma arrancada importante e chegar ao mata-mata da Libertadores.”
D’Ale cogita ser técnico após encerrar carreira
Próximo de completar 31 anos – quase quatro deles no Inter –, D'Ale já disputou 170 partidas com a camisa colorada, anotando 37 gols. Motivo de orgulho para ele: “Sou parte de um clube que conquistou muitos resultados nestes últimos anos. Desde que eu cheguei tentei fazer o meu melhor para o clube e tentar manter o Inter no nível que merece”, disse ele, que coloca o clube gaúcho no patamar do River Plate, onde começou a jogar futebol, na Argentina.
Seu país natal, contou, será seu destino assim que encerrar a carreira – o que ainda não tem data para ocorrer. Mas o futebol seguirá presente. Talvez como técnico, ou como dirigente. “Gosto muito do futebol. Vamos ver”, despista ele.