"Não me surpreende em nada. No que menos se pensa no futebol brasileiro é o atleta. Somos os últimos a serem cuidados. Jogar em tão pouco tempo é uma coisa extremamente difícil e que não pode acontecer. E não tem nada a ver com ter elenco ou não. Pode ter 45 jogadores no grupo, mas jogam só 11", comentou.
Ao ser questionado se os jogadores não deveriam se rebelar contra tal sobrecarga, ele rebateu: "Mas o atleta tem que ser defendido pelo sindicato. Na Argentina, isso não acontece. Não se permite e tem que ter no mínimo dois dias e meio para descansar", observou.
Para D'Ale, essa situação coloca o jogador contra a torcida. "Isso acaba expondo o jogador de uma forma ruim, porque não dá para ficar falando que não quer jogar. Cria uma situação chata com o torcedor. O atleta tem que ser defendido por outras entidades e para isso existe o sindicato, né?", questionou. O Inter tropeçou nos dois jogos que teve na sequência na semana passada – perdeu para o Santos por 2 a 1 e empatou com os baianos em 2 a 2.