A entrevista concedida pelo dirigente soou mal, já que os torcedores invadiram o estádio Beira-Rio, chegaram a jogar pedras contra o carro de uma equipe de reportagem da TV Record e agredir dois profissionais de imprensa. Oito membros do grupo foram detidos pela Brigada Militar (BM). Por isso, cerca de meia hora depois, Davi pediu para se retratar e ressaltou que o Inter reprova qualquer tipo de violência em manifestações.
"Não vejo nenhum problema em ver um protesto quando é pacífico. Mas é óbvio que eu reprovo para quando há agressão. Porque violência só incita mais violência e reprovo 100% o ato da torcida em ter agredido o pessoal da imprensa", afirmou o vice-presidente. "Eu estava em reunião neste momento e não sabia disso. Depois, fui conversar com o grupo e disse que o protesto deveria ter ocorrido de forma pacífica", acrescentou.
Sete membros do grupo foram presos, segundo informações da Rádio Guaíba | Foto: Tarsila Pereira
Davi cita Arena e prevê dificuldades para o Inter até o término da reforma no Beira-Rio
Ao falar sobre o momento do futebol do Inter, Davi citou a Arena do Grêmio, que será inaugurada em dezembro. Conforme o dirigente, a construção de um novo estádio “mexe com a autoestima” da torcida e que o Inter precisará de paciência até a modernização do Beira-Rio ficar pronta.
“Nós estamos com o estádio em reforma e, em determinado momento do ano que vem, pode ocorrer de não podermos jogar nele. Já a Arena do Grêmio vai ser inaugurada em dezembro deste ano. Isso mexe com a autoestima do torcedor. Foi assim em todos os outros anos, na construção de todos os outros estádios, e é uma questão histórica. Vamos ter que ficar unidos neste um ano e meio que o Beira-Rio demorar para ser entregue pela Andrade Gutierrez. Enquanto isso, precisamos do torcedor aqui no nosso lado. Tem muita gente tentando nos derrubar e não vão conseguir”, argumentou.
Torcedores jogaram pedras contra o carro de uma equipe de reportagem da TV Record | Foto: Tarsila Pereira
