Focado na Libertadores, o Inter o plano do Inter era apenas começar o estadual com um time suplente. No início da disputa, o Inter foi representado por reservas e jogadores do time sub-23 – que chegaram a arrancar um bom empate no primeiro Gre-Nal no Olímpico. Depois disso, o plano era utilizar força máxima sempre que possível. Mas aí começaram os problemas com o departamento médico.
Diante dos seguidos desfalques, o técnico Dorival Júnior precisou apelar mais vezes do que planejava aos suplentes para montar o time. D’Alessandro, por exemplo, atuou apenas em seis (sete se jogar contra o Caxias) vezes no Gauchão. Guiñazu, menos ainda: cinco (seis se jogar contra o Caxias). Dagoberto ficou de fora de quase da metade das partidas. Por outro lado, do banco de reservas o treinador teve ao menos quatro gratas surpresas, que se mostraram decisivas:
Dátolo
Contratado quando o Inter esteve próximo de perder D’Alessandro, o meia argentino conseguiu logo se livrar das comparações com o conterrâneo, dono absoluto da camisa 10 do Inter. Estreou em grande estilo, marcando gol no Grêmio no clássico da Taça Piratini. Em seguida, devido à lesão de D’Ale e as complicações judiciais envolvendo Oscar, manteve-se no time e revelou um lado artilheiro, especialmente em cima do maior: no Gre-Nal decisivo da Taça Farroupilha, ele fez Victor buscar a bola no fundo das redes de novo.
Dátolo teve uma atuação apagada contra o Caxias, mas foi importante no Gauchão / Foto: Arthur Puls
Sandro Silva
Foi no Gauchão que o volante conseguiu dar a volta por cima após meses de ostracismo no Beira-Rio. Recebeu chance na equipe titular devido à lesão de Guiñazu, no início da Taça Farroupilha. E aí não deixou mais o time. Com atuações seguras, garantiu a titularidade mesmo depois da volta do argentino. Diante do Caxias, iniciou a virada do Inter ao marcar o gol de empate no estádio Beira-Rio. Atualmente, a direção já negocia a renovação do seu contrato – que termina no fim do mês que vem – junto ao Málaga, da Espanha.
Volante Sandro Silva se destacou e marcou o gol de empate do Inter contra o Caxias / Foto: Vinicius Roratto
Fabrício
O lateral-esquerdo recebeu a missão de substituir o titular Kleber justo num Gre-Nal, justo na final da Taça Farroupilha, no Beira-Rio. Entrou e deu conta do recado. Num jogo cheio de potenciais protagonistas, foi o coadjuvante Fabrício quem decidiu, ao marcar o gol da vitória colorada.
Mas, para isso, desobedeceu o técnico e os próprios companheiros: “Quem deveria ter ido para a área era o Jackson. Falei ao Tinga que iria para lá e ele me pediu para que ficasse no rebote. Entrei na área e o Damião me disse para me posicionar na segunda trave, mas decidi ficar na primeira. Graças a Deus, o Jajá colocou a bola e eu fiz gol como um cabeceador nato”, revelou, entre risos, após o jogo. Contra o Caxias, Fabrício não foi teimoso, mas fez um cruzamento certeiro para que Leandro Damião decretasse a virada colorada e o título de campeão gaúcho.
Jajá
Contratado no início do ano depois de várias temporadas fora do país, Jajá demorou até estrear. Mas quando isso aconteceu foi inesquecível. Tanto para os torcedores colorados quanto para o Juventude, que só não viu o meia fazer chover naqueles 7 a 0 no Beira-Rio. Apesar de ter uma sequência instável pouco depois, o jogador mostrou-se uma peça importante de grupo, tendo jogado todas as partidas seguintes do Inter, como titular ou entrando ao longo dos jogos.
No primeiro duelo contra o Caxias, teve boa participação no empate no estádio Centenário. Na partida decisiva, em Porto Alegre, Jajá ficou de fora da partida por conta de um ato de indisciplina que também envolveu o centroavante Jô.