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Decisão de quem bate pênaltis é dos jogadores, afirma Dorival

Técnico do Inter e Nei isentaram Dátolo por cobrança perdida contra o Fluminense

Técnico do Inter e Nei isentaram Dátolo por cobrança perdida contra o Fluminense
Técnico do Inter e Nei isentaram Dátolo por cobrança perdida contra o Fluminense Foto : Fabiano do Amaral
Aos 10 minutos do segundo tempo da partida contra o Fluminense, o árbitro Paulo César de Oliveira marcou pênalti de Edinho sobre Leandro Damião. O Beira-Rio comemorou. E, da casamata, o técnico Dorival Júnior manda a ordem para que Nei cobrasse o penal. Mas não foi isso que se sucedeu. Dátolo argumentou que estava se sentindo bem e foi para cobrança. Errou e o Inter acabou empatando em casa o primeiro duelo pelas oitavas de final da Libertadores. O colega e o treinador isentaram o argentino da cobrança perdida na noite dessa quarta-feira. “Ali é uma decisão de momento, ainda que exista uma comunicação de fora, para determinado jogador que tenha treinado muito bem, como aconteceu. São eles que definem”, afirmou Dorival em entrevista coletiva.

No vestiário, ao menos nas versões oficiais após o jogo, o ato do meia argentino não foi encarado como insubordinação. “O Dorival pediu para eu bater, mas o Dátolo estava confiante para bater, mas infelizmente errou. Poderia ser eu”, lembrou Nei, que acrescentou: “Jamais brigaria para bater o pênalti”. O camisa 4 recordou que contra o Santos – quando marcou um gol de falta – ocorrera a mesma situação. Ele pediu para cobrar e acabou marcando gol. “Eu não treino sozinho. O Dátolo, o D’Ale e eu praticamos”, disse o ala. 

Dorival Júnior corroborou a afirmação do lateral e comentou a confiança do atleta no momento de cobrar a penalidade. “De repente o Nei não se sentiu tão confiante quanto o próprio Dátolo. Eu dei a ordem para o Nei, mas é natural que alguém que se sinta mais confiante peça para bater.”

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