Mais cedo, nesta sexta-feira, a desembargadora julgou improcedente o pedido impetrado por um torcedor colorado de habeas corpus solicitando a liberação do estádio. O clube dependia da decisão para definir onde jogar a partida contra o Cruzeiro, marcada para 7 de julho, pelo Campeonato Brasileiro. O presidente Giovanni Luigi está reunido com a CBF para discutir a questão. “Estamos vivendo uma situação absolutamente excepcional. O regulamento será cumprido, mas não sei o que presidente vai obter junto à CBF", disse o advogado.
Apesar do impasse, Glashester se mostra otimista. “É complicado. Mas nós acreditamos na possibilidade do recurso, porque entendemos, assim como entende o Corpo de Bombeiros e a Brigada Militar, que em face de todas providências que o Inter toma antes de cada jogo, o estádio é absolutamente seguro para a realização das partidas. E é isso que nos levamos ao judiciário e à desembargadora””, afirmou ele.
Em função desta expectativa, o Inter não fechou acordo com nenhum outro clube para ceder o estádio. É possível que o local escolhido seja a Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, mas o presidente Luigi espera até segunda-feira para definir a situação, pois ainda crê que o time poderá enfrentar o Cruzeiro no Beira-Rio, no outro fim de semana.
A justiça decidiu interditar Beira-Rio para jogos e eventos culturais desde a semana passada, atendendo a uma solicitação do Ministério Público.
