Baseado nas informações contidas no Dossiê Beira-Rio, documento confidencial entregue a alguns conselheiros na última semana, é possível mapear as três propostas que, em tese, o clube trabalha: autofinanciamento, empréstimo do BNDES e parceria com uma empreiteira.
Em qualquer um dos modelos, o estádio deve ser reformado segundo o mesmo padrão, pois está baseado em exigências da Fifa. A capacidade aumentará para cerca de 60 mil pessoas, resultado basicamente da extensão das arquibancadas inferiores.
O estádio também ganhará uma cobertura e conviverá com um shopping center. E tudo deve estar pronto em até 24 meses.
Na proposta da construtora, haverá um edifício-garagem para 3 mil ou 4 mil veículos, obra não contemplada nas outras duas opções. Também nesse modelo, o clube ganhará um centro de treinamento em local a ser definido.
A atual diretoria, liderada por Giovanni Luigi, defende a parceria com uma construtora. Só ela encerraria as pressões da Fifa, que quer garantias que o Inter concluirá a reforma a tempo de sediar a Copa do Mundo, e deixaria o clube livre dos riscos financeiros que uma obra desse porte trazem consigo. Um novo orçamento elaborado pela construtora que executa a obra desde o ano passado apresenta um valor final de R$ 200,2 milhões.
O principal defensor do autofinanciamento é o ex-presidente Vitorio Piffero. Em tese, é o melhor modelo, pois dá ao clube a prerrogativa de explorar ele mesmo o estádio. Porém, esbarra na falta de garantias bancárias exigidas pela Fifa, que ameaça alijar Porto Alegre da Copa, e na crise financeira do clube.