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Decisão sobre obras no Beira-Rio deve impactar o Inter por 50 anos

Com base em documento oficial que o CP teve acesso, é possível mapear as três alternativas da reforma do estádio

A reforma do Beira-Rio é o tema do momento. Da decisão que o Conselho Deliberativo tomará no próximo dia 14, uma segunda-feira, dependem os destinos do clube a curto, médio e longo prazos. Segundo estimativas dos dirigentes, o impacto deve alcançar os colorados por até cinco décadas, tempo de uso previsto do novo estádio.

Baseado nas informações contidas no Dossiê Beira-Rio, documento confidencial entregue a alguns conselheiros na última semana, é possível mapear as três propostas que, em tese, o clube trabalha: autofinanciamento, empréstimo do BNDES e parceria com uma empreiteira.

Em qualquer um dos modelos, o estádio deve ser reformado segundo o mesmo padrão, pois está baseado em exigências da Fifa. A capacidade aumentará para cerca de 60 mil pessoas, resultado basicamente da extensão das arquibancadas inferiores.

O estádio também ganhará uma cobertura e conviverá com um shopping center. E tudo deve estar pronto em até 24 meses.

Na proposta da construtora, haverá um edifício-garagem para 3 mil ou 4 mil veículos, obra não contemplada nas outras duas opções. Também nesse modelo, o clube ganhará um centro de treinamento em local a ser definido.

A atual diretoria, liderada por Giovanni Luigi, defende a parceria com uma construtora. Só ela encerraria as pressões da Fifa, que quer garantias que o Inter concluirá a reforma a tempo de sediar a Copa do Mundo, e deixaria o clube livre dos riscos financeiros que uma obra desse porte trazem consigo. Um novo orçamento elaborado pela construtora que executa a obra desde o ano passado apresenta um valor final de R$ 200,2 milhões.

O principal defensor do autofinanciamento é o ex-presidente Vitorio Piffero. Em tese, é o melhor modelo, pois dá ao clube a prerrogativa de explorar ele mesmo o estádio. Porém, esbarra na falta de garantias bancárias exigidas pela Fifa, que ameaça alijar Porto Alegre da Copa, e na crise financeira do clube.





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