A aproximação com o grupo se deu embasado no sonho de repetir no Inter o que fizera Felipão na Seleção Brasileira dez anos antes, na conquista do penta: “Construir uma família”. “Entrei com esse sonho”, contou Davi. “A gente tem que separar um pouquinho, mesmo tendo esta coisa do ídolo do teu lado. Quem sabe ter sido muito próximo deles e na hora da cobrança, essa cobrança não ter resultado”, acrescentou. “Queria ter feito isso em seis meses para ser campeão brasileiro.”
No entanto, não apenas as cobranças não deram certo em 2012, que até este ano havia sido a pior temporada do Inter nos pontos corridos. As lesões – fruto de uma pré-temporada comprometida pela pré-Libertadores, segundo Davi – atrapalharam bastante. “O jogador-âncora (D'Alessandro) se lesionou três vezes. Compara com este ano.”
Ainda assim, houve bons momentos, conforme o ex-dirigente: “Se o Inter tivesse jogado como jogou no Gre-Nal de dezembro teria sido campeão brasileiro”. Entretanto, o desempenho em campo o fez naufragar no cargo, em ano de eleição. “Fui extremamente fritado.”
“Pensar como empresa”
Agora, vivendo uma crise pior que a de 2012, o Inter precisa de reformas internas, para Luciano Davi, afastado do cargo desde o fim do ano passado. “A solução é fazer uma reforma estatutária e fazer uma análise com as pessoas do executivo com o legislativo”, disse ele, referindo-se às atuações do presidente e do Conselho Deliberativo. “Faltam peças fundamentais e quadro remunerados. Pensar como empresa”, resumiu.
“Não pode o Inter com este tamanho, faturando R$ 220 milhões, com esta lista e nominata de jogadores, não pensar em ser campeão brasileiro, pensar em vaga na Libertadores. É pensar pequeno”, afirmou. “Tem muita coisa para se mudar.”