"A idéia não será afastar apenas duas pessoas. Sabemos, por exemplo, que um dos líderes estariam pagando seguranças, e que estes teriam ajudado a agredir na última quarta", explicou Silvia.
A delegada ainda salientou que permitir a entrada de envolvidos diretos nas últimas brigas pode representar novos riscos. "Aguardamos a posição do clube, que ainda tem explicações a nos passar sobre quais novas punições serão aplicadas. Nada mais correto do que tirar de cena quem não tem espírito esportivo", afirmou.
Nesta segunda, a Polícia Civil começou a ouvir testemunhas e investigados pela agressão de colorados durante uma briga entre a Popular e a Guarda, na saída do jogo festivo de despedida do ex-jogador Fabiano Souza, no Beira-Rio. A delegada ressaltou estar aguardando perícias para identificar a intensidade dos ferimentos nas vítimas. A convicção inicial da policial é que o crime foi lesão corporal grave, já que um dos atingidos teve tendões feridos pelo golpe de faca do agressor.
O perito criminal que analisar o caso pode, dependendo dos ferimentos que encontrar, entender que houve tentativa de homicídio, explicou a policial. Três pessoas foram ouvidas. No total, 10 devem prestar depoimento. A investigação já confirmou a identificação de duas vítimas e dois agressores - a polícia não está divulgando nomes. Os demais falarão como testemunhas.
A delegada também recebeu as imagens da agressão fornecidas pela direção do Inter. O material, porém, não ajudou a identificar pessoas devido à má qualidade. Novas gravações foram solicitadas ao Inter. Ela já analisou o vídeo da briga postado na internet e classificou de “muito grave” o que viu. As duas facas artesanais utilizadas pelos agressores foram apreendidas.
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