Após o anúncio da saída de Diego Aguirre, o presidente do Inter, Vitorio Piffero, explicou os motivos para a demissão do técnico, divulgada no começo da tarde desta quinta-feira. "A desclassificação da Libertadores bateu muito forte no nosso vestiário e a atitude de agora é para dar um choque de realidade nos jogadores. Queremos criar uma nova atmosfera para o Gre-Nal de domingo, até porque entedemos que o nosso grupo poderia dar mais", declarou em entrevista coletiva no CT do Parque Gigante.
O presidente colorado deixou claro que a ideia da diretoria é tirar mais dos jogadores. O desempenho dos atletas nos últimos tem preocupado os dirigentes, que buscam uma reação. "O fato de se criar uma situação antes de um clássico é porque justamente estamos pensando nele e no rendimento que a gente imagina dentro do jogo. Vou conversar com os atletas e vamos ver se a gente recebe uma resposta que nos agrade", completou.
Piffero recordou um comentário que fez ainda no começo da temporada, quando o trabalho de Diego Aguirre começava a tomar forma. "Chegamos à semifinal da Libertadores, mas lá no ínicio do ano eu disse que dificilmente a gente obteria sucesso na Libertadores porque o time precisa ser melhor trabalhado", argumentou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de um boicote contra Aguirre, Piffero foi taxativo: "Isso não aconteceu porque o vestiário está ótimo. O boato faz parte do futebol, mas a verdade é esta que estou dizendo. Não vejo um boicote. Pretendemos apenas que o Inter de mais resposta dentro de campo", avisou.
"Demissão serviu para dar choque de realidade", diz Piffero
Presidente do Inter afirmou que a intenção é criar nova atmosfera para Gre-Nal