Elas começam, óbvio, pela chegada de Abel Braga, que deve ser confirmado como técnico do Inter na temporada que vem após o jogo contra a Ponte Preta, domingo, no Centenário. O treinador traz sua comissão técnica e indicará alguns jogadores. Mas o grupo não deve sofrer profundas mudanças, pois a maioria do atletas tem contratos em vigor.
Abel, porém, deverá encontrar um novo grupo de dirigentes no vestiário. Todos os atuais diretores colocarão os cargos à disposição de Luigi após o Brasileirão. O presidente deve aceitar a proposição e remanejar alguns nomes. É praticamente certo que o diretor de futebol Luis César Souto de Moura não fica.
É quase consenso que ele expôs a gestão em alguns episódios, como quando anunciou pelas redes sociais as contratações de Saviola e Nilmar - ambas frustradas. Ou nas ocasiões nas quais entrou em confronto com outros conselheiros, como na reunião do Conselho Deliberativo da última segunda-feira.
A ideia é ter um grupo de dirigentes reduzido - atualmente, o Inter tem quatro diretores de futebol - e mais profissional. O diretor executivo Newton Drummond será mantido e deve ganhar mais liberdade de ação. O ex-presidente Fernando Carvalho, que jamais foi consultado sobre qualquer das dificuldades enfrentadas pelo Inter nos últimos dois anos, será chamado para contribuir um pouco mais no futebol, mesmo que aconselhando. Mas tudo isso só a partir de segunda-feira, após a confirmação da vaga na Séria A.