"Nosso desafio é continuar ganhando títulos, com o menor valor possível", definiu Luigi. As "vacas magras" se refletem na dificuldade em contratar e, ainda, na diminuição do número de parceiros para adquirir jogadores. A última cartada do Colorado que se viu frustrada por isso foi a contratação do zagueiro Breno.
Para trazer o jogador, o Inter esperava ajuda do empresário Delcyr Sonda, que não pôde se concretizar. "Não tem qualquer possibilidade, pois ele não vai poder contribuir", reconheceu Luigi, antes de confirmar que a direção negocia dividas quase de maneira diária. "A gente tem alguns valores para acertar com diversas fontes. Não gostaria de citar cada uma delas, mas são pendências que o Inter vem saldando ao longo da história e a questão é administrável", explicou.
Luigi salientou que essas dificuldades são enfrentadas por todos os times do Brasil e que o Inter é um dos que melhor administra a questão. "Isso é histórico. Os clubes brasileiros são deficitários, mas o Colorado vem conseguindo grandes títulos com um déficit administrável. A gente vem trabalhando aos poucos para minimizar essas arestas", analisou o presidente. "Quem está na gestão tem a responsabilidade e dever de ir equacionando essas questões."
Conseguir esse equilíbrio, para Luigi, passa diretamente por apostar nas categorias de base. Ele enfatizou que esse foco do Inter reduziu o impacto do menor número de contratações. "No momento que a gente teve a coragem de ir colocando Muriel, Juan, Oscar, e dar espaço para o Leandro Damião, os meninos mostraram que não é só questão de contratar", argumentou o dirigente.
"O Muriel entrou sem precisar de tempo para adaptar e está jogando bem, assim como o Juan. O Damião, hoje, é uma confirmação", destacou Luigi. "O Oscar, há um mês e pouco atrás ficava no banco, seja com Celso Roth ou Falcão. Hoje, todo mundo reclama que ele foi para a seleção sub-20 e nos desfalca."

