É inegável que os jogadores do Inter ganharam uma injeção extra de motivação antes do Gre-Nal. O próprio Argel Fucks admitiu que usou de estratagemas para criar um clima para o clássico, que incluíram até a visita das famílias à concentração. O desafio do técnico e dos dirigentes agora é manter o mesmo nível de atenção e mobilização nas derradeiras duas rodadas do Campeonato Brasileiro.
O Inter enfrenta o Fluminense, domingo, no Maracanã. Depois, pega o Cruzeiro em casa. Para garantir-se na Libertadores, precisa ultrapassar o São Paulo — que tem os mesmos 56 pontos, mas um saldo de gols melhor — na tabela. Cada compromisso, porém, será trabalhado de forma individual para prevenir a ansiedade dos jogadores.
“Esse jogo (contra o Fluminense) no Maracanã é chave para o Inter. Acho que é até mais importante que o Gre-Nal, pois vai definir se vamos chegar à última rodada com chances ou não de conquistar a vaga”, observa Rodrigo Dourado.
O volante confirma que as críticas da torcida e, principalmente, da imprensa serviram e continuarão servindo de combustível para a equipe. “Só a gente sabe o que passamos no dia a dia. Muita gente não acreditava mais, mas o Inter está vivo. Vamos lutar nesses dois últimos jogos até o final para conquistar essa vaga”, continua Dourado, um dos melhores no Gre-Nal.
Para o jogo no Rio de Janeiro, Argel deve contar com as voltas de Juan e Alex. Réver também pode ficar à disposição. A dúvida, por enquanto, é quanto à possibilidade de utilização de Nico Freitas, que deixou o clássico mais cedo com indícios de uma lesão muscular. Ele será melhor avaliado hoje.
Desafio do Inter é manter mobilização na reta final do Brasileirão
Clube quer evitar ansiedade de jogadores