Inter

Diante de impasse da Situação, Oposição renasce no Inter

Carvalho espera manifestação de Piffero, enquanto o grupo Convergência Colorada se articula

Atento ao debate dos movimentos de Situação, o Convergência Colorada, grupo que reúne conselheiros e associados oriundos dos extintos InterAção e Inter 2000 e do Novo Internet, ressurge como força em ascensão no cenário político do Inter. Sem grandes nomes ou ranços, o grupo já tem a força de mais de 80 conselheiros. Agora, o Convergência cogita, inclusive, a possibilidade de lançar um candidato próprio na corrida que vai determinar o sucessor de Vitório Piffero na presidência do Inter.

A proposição, que ganha força a cada dia entre os integrantes do movimento, deve-se também à divisão da Situação. A falta de um posicionamento claro de Piffero, que jogou o clube no abismo da indefinição, da disputa e da intriga política, implodiu a própria gestão. Reunir os cacos dos grupos — Inter Grande, Ação Independente Colorada, Coração Colorado e União Colorada — que formam a diretoria é muito mais um desejo do que uma possibilidade concreta.

No entanto, resta uma esperança. Pedro Affatato e Giovanni Luigi, os dois pré-candidatos, devem reunir-se a qualquer momento para tentar um acordo que mantenha a coalizão que dirige o Inter desde a primeira gestão de Fernando Carvalho, em 2002.

Na madrugada desta quinta, após a derrota para o Ceará, Carvalho manteve o impasse. "Essa é uma questão que está se arrastando. Não resolvemos ainda. Acho que é possível se fazer um acordo. Semana passada eu tive a ideia de manifestar uma opinião, mas não vamos manifestar nenhuma indicação ainda, porque é possível o acerto. Só depois da manifestação do presidente Piffero é que vou me manifestar", afirmou.

O Convergência assiste a tudo sem se abalar. Embora não admitam oficialmente, conselheiros ligados ao grupo dizem que os problemas de relacionamento da Situação possibilitarão o crescimento da Oposição, praticamente sem voz na política colorada há anos. Por isso, analisam a chance de lançar candidato à presidência, embora não considerem impossíveis acordos.

“O grupo está cada vez mais animado com a possibilidade de lançar uma candidatura própria. Temos, tranquilamente, como colocar todas as nossas ideias para a apreciação das pessoas. O Convergência esta muito seguro que tem contribuição a dar ao clube”, admite o conselheiro Sandro Farias, coordenador executivo do Convergência e um dos pré-candidatos do grupo. Os outros são João Patrício Hermann, Felipe de Oliveira e Artur Caleffi.

A briga, de qualquer forma, deve ser dura. O caminho mais tranquilo é de Luigi, que será oficializado pelo Inter Grande como candidato na próxima semana, independentemente dos acordos de paz. Apoiado por seu grupo, pelo Coração Colorado e pelo Inter Maior, o ex-vice de futebol tem mais de 100 votos no primeiro turno assegurados. Portanto, segue para o segundo turno.

A luta pela outra vaga no segundo turno, que chamará à participação os associados (mais ou menos 60 mil reúnem condições de votarem), ficará restrita ao Convergência e aos grupos que apoiarão Affatato. Quem tiver mais votos entre os conselheiros, disputa com Luigi o segundo turno.

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