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Direção do São Paulo está dividida sobre Guiñazu

Para conselheiro Marco Aurélio Cunha, a capacidade ofensiva do argentino é questionada

Conselheiro afirma que direção do São Paulo está dividida sobre Guiñazu
Conselheiro afirma que direção do São Paulo está dividida sobre Guiñazu Foto : Alexandre Lops/Vipcomm
O conselheiro do São Paulo e ex-superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha desconsiderou os rumores de que o clube estaria disposto a uma troca do atacante Dagoberto pelo volante Guiñazu, do Inter. Para o dirigente, a administração do clube paulista está dividida sobre a utilidade do jogador argentino e se suas capacidade preencheriam as necessidades do meio de campo.

O tio de Guiñazu, Mario Ganiero, relatou no sábado que o volante ouviu a oferta do São Paulo, mas que pretendia seguir no Inter e encerrar sua carreira no Colorado. "É muito controversa essa informação no São Paulo", destacou Cunha. "Há pessoas que defendem a contratação. Ninguém pode deixar de elogiar o Guiñazu, por sua vontade e seu futebol. Mas dá para questionar seus limites, principalmente no passe longo e na armação de jogadas", salientou o dirigente.

Ele acrescentou que o tricolor paulista sempre teve volantes que sabiam marcar, mas mesclavam grande capacidade de avanço. "Depois que perdeu Josué e Mineiro, até agora não achou alguém para encaixar com marcação e dinamismo. Alguns dizem que a marcação seria o Guiñazu, mas o passe e o avanço não. O custo benefício seria questionável", argumentou Cunha.

Sobre a especulação de que o São Paulo poderia ceder atletas numa troca com o Inter, para ter o volante argentino, o dirigente foi taxativo. "Não trocaria Guiñazu por Dagoberto. Não troco um jogador de solução e ataque por um de destruição e defesa", frisou. "Sempre acho que os atacantes tem valor agregado maior que os defensores. Quando o europeu vem aqui comprar, raramente leva um zagueiro, quer levar um atacante", analisou. "E o Dagoberto é um jogador que faz diferença, apesar do Guiñazu ser um atleta de muita qualidade."

Os atravessadores e os leilões no futebol

Marco Aurélio Cunha foi questionado sobre a "má fama" do São Paulo, por tirar atletas quase acertados de outros times. Em sua resposta, ele avaliou que toda negociação de futebol é um leilão. "Todos os clubes são um pouco atravessadores. Com este mercado rigoroso de agentes e jogadores, ondo o passe é livre e os agentes ficam oferecendo, é o que acontece", ressaltou.

"Sou amigo do Assis, pois foi meu atleta quando era médico na seleção sub-20. Para quantos clubes ele levou o Ronaldinho para negociar? Eu sei que ele faz essas negociações em paralelo e cada um faz o que é melhor para si", exemplificou Moreira. "Quem atravessou quem? Flamengo atravessou o Grêmio, ou o agente e seu atleta criaram esta situação em que alguém terminou prejudicado? Futebol é leilão onde quem oferece mais e corre mais rápido sai vencedor desta questão."

Para reforçar seu argumento, o conselheiro são paulino citou o caso do garoto Oscar, tirado do São Paulo pelo Inter. "Não me queixo do Inter. O Oscar saiu com seu empresário atirando para todo lado. É um menino que teve tudo da estrutura do São Paulo", garantiu o dirigente. "A maior frustração que nós é em relação ao jogador ofender com quem ele trabalhou no São Paulo. Jamais poderia dizer que as pessoas lá não eram boas para ele", apontou Cunha.

"Não tenho o menor problema com o Inter nesta questão. Tecnicamente ele tinha tudo para ser grande e eu acho que arrebentou com ele esta quebra de crescimento, pois ele não seguiu toda uma programação que fizemos e desapareceu", lembrou o dirigente. "Ele ficou fora, foi numa academia, perdeu toda uma fase de desenvolvimento correto dos 18, 19 anos."


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