A prisão preventiva do treinador de goleiros da categoria sub-15 da base do Inter deixou perplexos diretores e jogadores colorados. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta quarta-feira, o diretor-geral do setor, Vilmar Freitas, afirmou que a notícia chocou o quadro de funcionários do clube, princpalmente pela conduta do profissional, considerada exemplar.
"Estamos todos estarrecidos porque ele tinha um comportamento exemplar. É um guri formado em Educação Física. As atitudes que poderíamos tomar, nós já tomamos: tudo está com o jurídico do Inter, que deve realizar levantamentos e fazer outras apurações", explicou Freitas.
Freitas relatou que o preparador de goleiros é casado e a irmã da esposa seria companheira de Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, traficante morto em janeiro em Tramandaí, no Litoral Norte. "Ninguém sabia e ninguém sabe da vida pessoal de cada um aqui. Nós apenas observamos o comportamento dentro do clube. Fora dele não sabemos de mais nada. E claro que nós estamos falando tudo em hipótese, porque ele não foi julgado pela Justiça", acrescentou.
De acordo com Freitas, apesar da prisão preventiva, o treinador de goleiros não foi desligado do clube. Uma atitude neste sentido só será tomada após o parecer do jurídico. "Se o jurídico nos disser que devemos demiti-lo, vamos fazê-lo. Até lá, nós vamos esperar", completou.
O treinador de goleiros foi preso nessa segunda-feira como suspeito de ser o contador do sistema de táxis operado pela quadrilha que era liderada por Xandi. A prisão preventiva foi realizada durante a terceira fase da operação Laranja Mecânica, chamada de Contatore.
Movimentação de R$ 20 milhões
Durante a terceira fase da operação Laranja Mecânica, o Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc) prendeu um dos homens de confiança de Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, morto no começo deste ano. A ofensiva, centralizada na desarticulação do poderio econômico da quadrilha que era liderada por Xandi, descobriu que o grupo movimentou nos últimos três anos cerca de R$ 20 milhões e que conta com um patrimônio de R$ 6 milhões.
Além de ser um dos homens de confiança de Xandi, o suspeito era encarregado das finanças do grupo e realizava a lavagem do dinheiro, sobretudo na arrecadação do faturamento da frota de 12 táxis em Porto Alegre.
Diretor-geral da base do Inter fica estarrecido com prisão de treinador
Preparador de goleiros do sub-15 foi detido em operação do Denarc