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Dirigente do São Paulo rechaça rivalidade e afirma: "Perder para o campeão é uma honra"

Marco Aurélio Cunha diz que torcerá pelo Inter no Mundial de Abu Dhabi

Marco Aurélio Cunha diz que torcerá pelo Inter no Mundial de Abu Dhabi
Marco Aurélio Cunha diz que torcerá pelo Inter no Mundial de Abu Dhabi Foto : Site Oficial / www.saopaulofc.net /CP Memória
Inter e São Paulo se reencontrarão pela primeira vez, após os duelos pela Libertadores que culminaram na classificação colorada para a final da competição, no jogo que ocorre na quarta-feira, às 21h, no estádio Morumbi e o supervisor de futebol do Tricolor Paulista, Marco Aurélio Cunha, garante que não há rivalidade entre os dois clubes e tampouco sentimento de vingança para a partida. “Não existe ressentimento. Não tem nenhum problema perder para o campeão. Perder para o campeão é uma honra. Somente os grandes perdem para os grandes”, disse nesta terça-feira, em entrevista ao site do Correio do Povo.

Para Cunha, o futebol é uma divisão de valores e oportunidades. “Eu enalteço o Inter e, mais do que isso, torço para que seja campeão Mundial em Abu Dhabi para fortalecer o Brasil. Até para mostrar à Europa a qualidade dos nossos jogadores e a potencialidade dos nossos clubes”, completou. O dirigente paulista argumenta que, assim como o Inter venceu neste ano, em oportunidades futuras será a vez do São Paulo ou do Grêmio. “Esse protagonismo dos grandes sempre irá acontecer”, acrescentou.

Cunha argumenta que o Inter é um clube extremamente regionalista. Apesar de considerar isso como algo positivo, ele faz uma crítica: “Se você quer ser conhecido internacionalmente, você não pode fechar as tuas fronteiras. Existem torcedores do Inter em todo o Brasil que são migrantes gaúchos, mas o clube tem condições de conquistar a torcida de outras pessoas que não nasceram no Rio Grande do Sul.” O supervisor de futebol também ressaltou a proximidade das duas instituições. “Tomamos decisões parecidas, temos ideologias de futebol próximas, salvo essa diferença de regionalismo, que o Inter tem e o São Paulo não. O nosso clube é uma Nova Iorque. Aqui não temos a tradição de raiz tão forte, por isso temos a facilidade de nos nacionalizar.”

Baresi é homem de transição

Marco Aurélio Cunha revelou que o São Paulo passa por um momento delicado e que o técnico Sérgio Baresi é o “homem de transição”. “Nós temos um modelo vencedor de cinco anos, ainda que com ele não tenhamos obtido um título da Libertadores. Chegar até a semifinal de uma competição ou disputar um título até a última rodada nos dá uma satisfação com o nosso projeto. O Baresi está recebendo todo o nosso apoio para que faça um grande trabalho de aproximação das categorias de base com o profissional”, garantiu.

Cunha afirmou que o segredo para que o São Paulo sempre esteja presente nas decisões das competições é a estrutura do clube. “O nosso espaço de tempo sem título é no máximo um ano ou dois. Têm times que ficam mais de dez sem conquistar alguma coisa. Outros nunca venceram a Libertadores.” ponderou.

A inconstância no Brasileirão

O dirigente enxerga como normal a atual fase do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Para Marco Aurélio Cunha, o clube sofre uma inconstância de atuações. “Até não vínhamos tão mal antes da Copa Mundo, mas o problema é que estávamos jogando somente com o prestígio de alguns atletas e não tínhamos uma continuidade no sistema de jogo. Estamos depurando isso e daqui a pouco vamos melhorar”, avisou.


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