“Podem ver em nossos documentos que, em 2012, até o mês de julho, o Inter havia gasto R$ 100 milhões. Neste ano, que está sendo supercomplicado, o clube gastou só 10% a mais no mesmo período. Acho que o errado foi a previsão feita no orçamento do clube para um ano como esse, sem estádio”, argumentou, em entrevista à Rádio Guaíba.
Segundo o dirigente, o gasto do clube com deslocamentos foi o principal responsável pelo aumento do investimento no departamento de futebol. “O Inter gastou mais esse ano por causa das questões de logística, pois a gente que tem que gastar a mais por cada viagem e tem que viajar em todas as partidas. Tinha que ser previsto que a logística iria extrapolar o caixa”, acrescentou.
Mesmo com o alto custo do futebol, o Inter não tem obtido bons resultados no Brasileirão e é sétimo colocado, a sete pontos do G4. Para Souto de Moura, várias questões atrapalharam o time. “Há correções de rumos que teremos que fazer. Entendemos muito a situação do grupo de jogadores e tentamos criar algumas situações para atenuar o sacrifício de jogar sem casa. De um modo geral, parece que todo campo é a mesma coisa, mas na verdade tem diferenças”, ponderou o dirigente.