“Ao todo, são 21 jogadores emprestados ou com contratos rescindidos”, regozija-se o vice-presidente de futebol, Marcelo Medeiros. Os empresários de Scocco devem chegar hoje à Capital, mas não há a certeza de que apresentarão alguma proposta para o argentino, contratado no ano passado por 6 milhões de dólares. Forlán é outro que está na iminência de ser negociado. Mesmo que retorne a Gramado para encerrar a primeira parte da pré-temporada, as evidências de que deixará o Inter são cada vez mais fortes.
Confirmadas as saídas de ambos, o Inter estaria economizando cerca de R$ 1 milhão por mês. Outros “medalhões” como os laterais Gabriel e Kléber também aliviaram a folha. Em contrapartida, chegaram reforços, como Dida, Aránguiz e Wellington Paulista. “O presidente Giovanni Luigi está preocupado com as questões financeiras do clube. Estamos seguindo a diretriz”, admite Medeiros.
A direção não quer extrapolar os gastos como ocorreu em 2013. No ano passado, o Inter gastou R$ 52,3 milhões a mais do que o previsto no orçamento com o futebol, sendo alvo de críticas ferozes por conselheiros de oposição ao longo de todo o segundo semestre. A situação é tão crítica que as contas do ano correm o risco de serem reprovadas pelo Conselho Deliberativo justamente pelo regime perdulário de ordenamento de despesas.
Para 2014, o clube estima gastar cerca de R$ 161 milhões com o futebol. Ou seja, aproximadamente 23 milhões a menos que ano passado. “Sempre o Inter busca a redução, qualquer empresa quer a racionalização e a redução de custos. O Inter não foge disso, desde que com responsabilidade e sem perder qualidade”, completa o presidente Giovanni Luigi.
Se por um lado há a preocupação em cortar os gastos, por outro existe um certo alívio pelo retorno ao Beira-Rio, que dará um incremento às receitas. O Inter aposta no aproveitamento de seu novo complexo para arrecadar mais dinheiro. Mas, para isso, precisa de um time forte dentro de campo.