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Dirigentes e Coudet tentam resolver recorrentes expulsões no time do Inter

Colorado acumula 13 cartões vermelhos na temporada, um recorde de indisciplina no Brasil

Somente Musto levou cartão vermelho em quatro ocasiões
Somente Musto levou cartão vermelho em quatro ocasiões Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

O Inter não ganhou nenhuma das três últimas partidas que disputou. E nas três, teve um jogador expulso, comprometendo as possibilidades de reação da equipe. Mas não é um fenômeno recente. Ao longo do ano, o time colorado sofreu com 13 expulsões, um recorde de indisciplina no Brasil. A última foi do volante Musto, que recebeu o cartão vermelho no começo do segundo tempo do Gre-Nal disputado no sábado à tarde na Arena.

O caso chamou a atenção dos dirigentes e do técnico Eduardo Coudet, que prometem agir para evitar a reincidência. O Inter agora terá uma sequência de compromissos pelo Campeonato Brasileiro. A ideia é fazer um trabalho de conscientização com os jogadores para evitar novos cartões vermelhos.  “A vontade de vencer tem que ter um limite para não se virar contra o próprio Inter. Vamos trabalhar para corrigir isso. É preciso que não aconteça já nesta quinta”, afirmou o executivo de futebol, Rodrigo Caetano, logo depois do Gre-Nal na Arena. Musto e Zé Gabriel, ambos expulsos duas vezes, são os recordistas do grupo.

Outro caso que chamou a atenção envolveu o atacante Leandro Fernández, que deixou o time com um jogador a menos em campo em Cali, no empate sem gols com o América pela Libertadores na semana passada. “Vamos corrigir esse problema, que pode nos custar caro. Quando se perde um jogador, se passa a jogar de outra maneira. E, no futebol de hoje, é muito difícil jogar com um a menos. Por isso, precisamos trabalhar para corrigir”, afirmou Coudet.

Os jogadores estão cientes do problema. Após a expulsão em Cali, considerada completamente fora do padrão, o próprio treinador conversou com Leandro Fernández cobrando-lhe mais cuidado. O mesmo deveria acontecer com relação a expulsão de Musto no Gre-Nal, com o agravante de ter sido a segundo do argentino em clássicos.

“O professor cobra bastante, mas durante o jogo fica difícil de perceber. É certo que temos algumas atitudes que não precisávamos ter. De cabeça quente, a gente acaba se deixando levar. Precisamos corrigir isso o mais rápido possível, até para não prejudicar a nossa equipe”, resumiu Heitor, que se credencia a assumir a lateral direita, mas Rodinei está recuperado da Covid-19 e ficará à disposição de Coudet para a próxima rodada. O volante Johnny sofreu uma lesão muscular e para por duas semanas.