Para o técnico colorado, Inter e Santos protagonizaram um grande embate. “Foram duas equipes que procuraram jogar a todo instante”, destacou. “Foi uma partida muito bem jogada. As duas equipes não se acovardaram em momento nenhum.”
O que prejudicou o Inter, conforme o treinador, foram as ausências dos lesionados Guiñazu e D'Alessandro, além de Oscar, que está envolvido em um imbróglio judicial com o São Paulo. “Fizemos um bom primeiro tempo, porque estávamos descansados e todos em condições de buscar uma recuperação. Quando você se desgasta, falta o conjunto”, analisou Dorival, que disse que o Inter acabou por não reter a bola em determinados momentos.
Ainda assim, ele gostou da disposição e a entrega de seus comandados: “O Inter está sentindo cada partida. Sente e vibra. Pode até perder, mas vai vender caro essa derrota”. Ele ressaltou a melhora do time na comparação com o primeiro embate entre as duas equipes – quando o Inter levou 3 a 1 jogando mal na Vila Belmiro. “Se nós tivéssemos o comportamento e a postura de hoje ninguém iria falar nada”, bradou ele. “Tivemos postura de briga, fomos determinados.”
Quanto ao resultado desta quarta, mesmo não sendo a vitória, mantém o Inter no páreo por uma vaga nas oitavas de final. “Nós dependemos das nossas forças”, frisou Dorival. “Acho que em termos de classificação estará tudo em aberto”, acrescentou o técnico. Juan Aurich x The Strongest completam a rodada nesta quinta.
Antes de fechar a primeira fase da Libertadores frente ao Juan Aurich, o Inter volta a campo pelo Gauchão no domingo, contra o São Luiz. O time começará a ser definido apenas na sexta-feira. E pode ser misto: “Se eu sentir que um ou outro atleta tenha um problema, vou preferir poupar”, avisou Dorival. “O que aconteceu com o Dagoberto (que saiu lesionado) hoje é sequência do esforço. Jogo na quarta, no domingo, viagens e madrugadas. Tudo isso tem um peso considerável e acaba estourando. Jogador não é máquina.”