"Eu não descarto que o Celso Roth leve vantagem. É uma condição real e temos de estar mais preparados para enfrentar um confronto tão difícil", argumentou Dorival. "É diferente enfrentar o Grêmio com Julinho, como foi quando eu era técnico do Atlético-MG, e agora com o Celso, num Gre-Nal. Mas conheço a história de muitos clássicos aí a fora no País", acrescentou ele.
Dorival salientou que não vê diferenças de pressão ou dificuldades para qualquer um dos times, apesar da evidente distância na tabela e da boa fase do Inter. "Teremos um jogo em que o nível de pressão é igual para os dois lados, pois será um diferencial no campeonato tanto para nós encostarmos nos líderes, quanto para o Grêmio sair deste momento ruim", definiu. "As outras equipes estão a alguns pontos de vantagem para as nossas, mas teremos ainda metade do campeonato e Inter e Grêmio podem crescer", argumentou.
O treinador colorado também analisou a perda do meia D'Alessandro, que será poupado por desconforto muscular. "É um desfalque sério, em razão daquilo que vinha produzindo e do grande jogador que é", frisou Dorival. "Espero que sua saída seja minimizada com uma boa apresentação do Andrezinho", projetou.
Dorival relatou que duas formações foram treinadas para o confronto, com três volantes, dois meias e um atacante e, ainda, a mais usual com dois meias, dois volantes e dois atacantes. "Preparamos a equipe para todas as situações, independentemente da postura do Celso. É um clássico e cada detalhe pode fazer a diferença", ponderou.
No treino aberto desta sexta-feira, o time que jogou foi o da segunda opção, mais ofensiva: Muriel; Glaydson, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Bolatti, Oscar e Andrezinho; Dellatorre e Leandro Damião. Para povoar a meia-cancha, Dorival poderia atuar com Muriel; Glaydson, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Bolatti, Oscar, Tinga e Andrezinho; Damião.
